Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
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Opinião: "O ano da dançarina" de Carla M. Soares
Apesar de ser o mesmo registo que noutros livros da autora, neste há uma grande diferença: a perspetiva masculina, em vez da feminina a que a autora nos habituou, o que nos permitiu observar uma época da história numa perspetiva muito vivencial: porque afinal eram os homens que ia
às putas e às guerras, verdade seja dita. Mas em tanta personagem feminina da Carla, que têm vindo a aumentar o seu empoderamento, fica-nos agora um sabor a pouco. A Bernarda e a Cecília são excelentes, mas senti falta das histórias delas, da perspetiva delas, do pensamento delas: quem sabe numa outra obra?
E sabendo como se relacionam estas personagens com as de "O Cavalheiro Inglês", senti também tanta falta do atrevido mas doce, politicamente incorreto, de índole duvidosa mas eternamente bom inglês. Mas isso é um defeito meu, esta predileção por personagens perdidas.
Opinião: "Gafas de cerca" de Mario Rodrigues
Entra-se logo com um poema arrebatador, que se não fosse castelhano seria sobre saudade. A leitura prossegue, umas vezes mais fácil do que outras por causa da questão do idioma.
Fala-nos da memória que guarda das mulheres que lhe são referência, e que referencia: a mãe e a avó. O amor, misturado com respeito, a descrição do seu lugar no mundo, que é no seio delas, sem que isso o esmague ou o impeça de viver.
Disse-me o Fernando Évora: "de Espanha vem o Mario Rodriguez. Conheci-o em Beja, no encontro do Saramago. Achei-o simpático e acessível. Mas quando li os poemas dele: é fabuloso." Já não sou a única a pensar assim.
Fala-nos da memória que guarda das mulheres que lhe são referência, e que referencia: a mãe e a avó. O amor, misturado com respeito, a descrição do seu lugar no mundo, que é no seio delas, sem que isso o esmague ou o impeça de viver.
Disse-me o Fernando Évora: "de Espanha vem o Mario Rodriguez. Conheci-o em Beja, no encontro do Saramago. Achei-o simpático e acessível. Mas quando li os poemas dele: é fabuloso." Já não sou a única a pensar assim.
Opinião de "Sudoeste" em blog de Algo
Veja aqui.
"Não é um livro, são três.
São três contos num mesmo "cenário", que se torna quase personagem nas histórias. Cada conto trata a vida de uma mulher diferente, com a qual facilmente simpatizamos e nos identificamos.
O facto das histórias se passarem num mesmo local, faz-me pensar numa questão que me ponho muitas vezes em alguns locais: Que outras vidas este sítio testemunhou? Quantas vidas, segredos e emoções escondem a terra que pisamos?
Não é o melhor livro que li, não é. Mas levou-me a pensar muito para além daquilo que está realmente escrito, por isso, valeu muito a pena tê-lo escolhido, e se a qualidade de um livro fosse avaliada pelo preço que custa, este valeria muito mais do que 1,80 que custou (ebook e em promoção)."
"Não é um livro, são três.
São três contos num mesmo "cenário", que se torna quase personagem nas histórias. Cada conto trata a vida de uma mulher diferente, com a qual facilmente simpatizamos e nos identificamos.
O facto das histórias se passarem num mesmo local, faz-me pensar numa questão que me ponho muitas vezes em alguns locais: Que outras vidas este sítio testemunhou? Quantas vidas, segredos e emoções escondem a terra que pisamos?
Não é o melhor livro que li, não é. Mas levou-me a pensar muito para além daquilo que está realmente escrito, por isso, valeu muito a pena tê-lo escolhido, e se a qualidade de um livro fosse avaliada pelo preço que custa, este valeria muito mais do que 1,80 que custou (ebook e em promoção)."
Minha opinião de "Ponto Zero" de Rita Inzaghi
A partir de uma situação inesperada: um prémio de euromilhões, dois irmãos decidem partir para Santiago de Compostela para um Gap Year. A partir daqui é o que nos diz a sinopse: encontros e desencontros, muita música e droga à mistura. O que a sinopse não nos diz é a forma como a autora encontra para nos mostrar isso. E se o livro se assume como grunge, eu diria que se assemelha com a tendência americana de literatura punk.
Pode parecer-nos que estamos perante um retrato de uma juventude inconsequente, mas, para mim, estamos perante um realismo que por vezes até dói, porque estas personagens não deixam de ser inocentes, esperançosas e apaixonadas. E digamos a verdade: a nossa realidade é a preto e branco ou é cinzenta (ponteada de muitas cores?).
Pode parecer-nos que estamos perante um retrato de uma juventude inconsequente, mas, para mim, estamos perante um realismo que por vezes até dói, porque estas personagens não deixam de ser inocentes, esperançosas e apaixonadas. E digamos a verdade: a nossa realidade é a preto e branco ou é cinzenta (ponteada de muitas cores?).
"Sudoeste": opinião e vídeo de Rita Inzaghi
Veja o vídeo no facebook.
Opinião editada na página da Coolbooks.
Quando morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar. Sophia de Mello Breyner Andresen.
Não foi à beira-mar que li o Sudoeste da Olinda P. Gil. No entanto, foi a voz do mar que me levou de Oeiras à mesma casa, à mesma quinta, à mesma praia, à mesma falésia das personagens centrais dos três pequenos contos que compõem este livro. Percorri este Sudoeste no tempo de um banho de mar e saí de lá a tremer de frio, mas revigorada. Porque nesse espelho de água vi o reflexo do meu amor mais puro e ingénuo, da nostalgia dos encontros amorosos que não vivi, da coragem de assumir que no amor, como na vida, o está certo é aquilo que queremos, e não um ideal que buscamos ou das escolhas que esperam que façamos.
Um escrita despretensiosa e despojada cuja simplicidade contrasta com a de estórias complexas, porque amar é difícil - e não só na acepção romântica do verbo. Estórias com as quais, enquanto amantes, pais, irmãos ou filhos, encontramos facilmente uma identificação. Na rebeldia e revolta de Ema. Na culpa e impotência de Psyché. No chamamento do mundo do solitário de rosto trigueiro sentado na areia, abraçado aos joelhos (O Mar e as suas Brumas), no chamamento de Eros (Eros e Psyché), ou no de Dulce (Aniversário).
Saio da água e abraço-me a este excerto com que me identifiquei particularmente, mais uma vez porque espelha a minha forma de viver a paixão... no limite: «A meta terminava no caminho da falésia. Por isso, pensei, ao me apaixonar, que já não havia mais para onde ir, como se os caminhos terminassem quando o nosso desejo é perdermo-nos.»
Parabéns, Olinda Pina Gil! Estava bandeira vermelha, mas mergulhei na mesma. E fez-me bem. É esse também o poder dos livros. Obrigada.
Opinião editada na página da Coolbooks.
Quando morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar. Sophia de Mello Breyner Andresen.
Não foi à beira-mar que li o Sudoeste da Olinda P. Gil. No entanto, foi a voz do mar que me levou de Oeiras à mesma casa, à mesma quinta, à mesma praia, à mesma falésia das personagens centrais dos três pequenos contos que compõem este livro. Percorri este Sudoeste no tempo de um banho de mar e saí de lá a tremer de frio, mas revigorada. Porque nesse espelho de água vi o reflexo do meu amor mais puro e ingénuo, da nostalgia dos encontros amorosos que não vivi, da coragem de assumir que no amor, como na vida, o está certo é aquilo que queremos, e não um ideal que buscamos ou das escolhas que esperam que façamos.
Um escrita despretensiosa e despojada cuja simplicidade contrasta com a de estórias complexas, porque amar é difícil - e não só na acepção romântica do verbo. Estórias com as quais, enquanto amantes, pais, irmãos ou filhos, encontramos facilmente uma identificação. Na rebeldia e revolta de Ema. Na culpa e impotência de Psyché. No chamamento do mundo do solitário de rosto trigueiro sentado na areia, abraçado aos joelhos (O Mar e as suas Brumas), no chamamento de Eros (Eros e Psyché), ou no de Dulce (Aniversário).
Saio da água e abraço-me a este excerto com que me identifiquei particularmente, mais uma vez porque espelha a minha forma de viver a paixão... no limite: «A meta terminava no caminho da falésia. Por isso, pensei, ao me apaixonar, que já não havia mais para onde ir, como se os caminhos terminassem quando o nosso desejo é perdermo-nos.»
Parabéns, Olinda Pina Gil! Estava bandeira vermelha, mas mergulhei na mesma. E fez-me bem. É esse também o poder dos livros. Obrigada.
Opinião de "Sudoeste" no "Sofá dos Livros"
E já chegou a primeira opinião de "Sudoeste" (daqui)
«Eu já conheço o trabalho da Olinda Gil e já tive o prazer de participar com ela em antologias e gosto bastante do trabalho dela.
"Sudoeste" é uma aposta da recente editora Coolbooks da chancela Porto Editora,dedicada exclusivamente a edições digitais que podem ser lidas em qualquer browser online ou em modo offline.
Este livro conta-nos histórias de mulheres sofridas e vidas complexas de um ponto de vista mais interno, mostrando o seu conflito interno e os zeus sentimentos. Cada uma das mulheres em causa tem as suas fragilidades e as suas personalidades são moldadas em função dos acontecimentos e do que passaram.
Li todo o livro sem o conseguir pousar e apaixonei-me por cada uma delas e queria saber o que lhes ia acontecer de seguida. A segunda história impressionou-me bastante e tentar entender o percurso daquela mãe,Psiché, e o que motivou a sua decisão final. Neste conto também temos o ponto de vista masculino e como ele se motivam a avançar ou estacar. No geral os outros co contos transmitem esperança e harmonia.
Um excelente livro acerca das relações humanas e acerca da vida.»
"Sudoeste" é uma aposta da recente editora Coolbooks da chancela Porto Editora,dedicada exclusivamente a edições digitais que podem ser lidas em qualquer browser online ou em modo offline.
Este livro conta-nos histórias de mulheres sofridas e vidas complexas de um ponto de vista mais interno, mostrando o seu conflito interno e os zeus sentimentos. Cada uma das mulheres em causa tem as suas fragilidades e as suas personalidades são moldadas em função dos acontecimentos e do que passaram.
Li todo o livro sem o conseguir pousar e apaixonei-me por cada uma delas e queria saber o que lhes ia acontecer de seguida. A segunda história impressionou-me bastante e tentar entender o percurso daquela mãe,Psiché, e o que motivou a sua decisão final. Neste conto também temos o ponto de vista masculino e como ele se motivam a avançar ou estacar. No geral os outros co contos transmitem esperança e harmonia.
Um excelente livro acerca das relações humanas e acerca da vida.»
Opinião de "Contos Breves"
Este mês tenho tentado promover a leitura do meu livro junto de bloggers, cedendo uma versão digital do mesmo para que possam ler, e, posteriormente possam dar a sua opinião.
A Rute Canhoto aceitou o desafio e já deixou a sua opinião! Passem por lá e espreitem!
A Rute Canhoto aceitou o desafio e já deixou a sua opinião! Passem por lá e espreitem!
Contos: tendência digital?
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| retirado daqui |
As editoras nunca apostam muito em contos. Ou editam um livro de contos de um autor já em consagrado (Sophia de Mello Breyner Andresen e José Rodrigues Miguéis, por exemplo); ou fazem uma colectânea de autores consagrados (normalmente com temáticas específicas como no caso de A República Nunca Existiu); ou, ainda menos vezes, lançam colectâneas de autores estreantes (caso recente de Lisboa no Ano 2000 não se costuma ver muito - aliás, quase nada!).
Diz-se que os livros de contos não rendem dinheiro. Que os leitores preferem romance. Na verdade, e apesar do conto ser um género mais pequeno e mais conciso, nem sempre a sua leitura é fácil. O romance, como é mais longo e mais rico em pormenores fica melhor retido na memória. Eu própria confesso que tenho mais facilidade em me recordar de um romance do que dum conto.
Ler um livro de contos talvez também não seja fácil. O leitor talvez lhe apeteça ler um conto hoje, outro daí a duas semanas e acaba por esquecer o livro. Mais uma vez falo por experiência própria: não leio de seguida livros de contos.
Contudo, ultimamente, com o advento dos ebooks e dos ereaders apercebi-me que o conto parece estar a espreitar à janela e tomar o seu lugar. O conto talvez se adapte melhor a uma leitura digital.
Vejamos um exemplo ficcionado: um leitor, no seu ereader guarda várias obras: romance, não-ficção e contos. Não tem poesia (porque não gosta de ler poesia no ereader, mania dele). Às vezes lê contos, e antes de ter o ereader quase nunca lia contos. Por exemplo, quando está a ler uma passagem aborrecida de um romance que naquele momento não lhe apetece continuar a ler: pega num conto. Quando está à espera no dentista e sabe que não vale a pena pegar no romance pois pode acontecer ter de o largar no momento mais emocionante: então lê um conto.
E porque digo eu que os contos estão a aparecer com mais força em formato digital? Não estou a inventar nada, mas parece ser essa a tendência. Vou dar dois exemplos (cuja ordem é aleatória)
- a biblioteca digital DN;
- contos disponibilizados pelos autores. Faço uma lista dos que me apercebi, mas pode haver mais:
- Last Christmas I gave you my heart de Carlos Silva
- A última ceia de Ana C. Nunes
- Orin de Manuel Alves
- Dragões de Simir de Sara Farinha
***
Actualização a 31 de Janeiro 2013: recebi da Amazon Brasil uma publicidade de ebooks de contos por R$1,79. Curioso
***
Actualização a 10 de Fevereiro 2013: artigo do The Guardian defende que os contos são o género literário perfeito para a era do e-reader.
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Actualização a 13 de Fevereiro 2013: Excelente artigo de Marcel Breton sobre como os leitores vêm (por vezes mal) os contistas.
Os meus contos no canal do youtube de Patrícia Rodrigues
Entre os minutos 13:25 e os 14:32 a Patrícia Rodrigues fala um pouco de alguns contos que leu da minha autoria.
Os meus contos no Só Ler não Basta
Entre os minutos 16:43 e 18:42 a Carla, leitora do canal do youtube Só Ler Não Basta (moderadora do grupo do Goodreads com o mesmo nome), fala sobre os meus contos "Teatrices" e "Vila de Cobres", ambos disponíveis na Smashwords.
Por detrás das palavras: [Opinião] O piano surdo
Por detrás das palavras: [Opinião] O piano surdo: Autora: Olinda Gil Ano: 2013 Número de páginas: ebook Classificação: 3 Estrelas Sinopse : Aqui Conto gratuito: Aqui ...
"O toque de loucura que resulta de um enorme sofrimento está bem documentado. É fácil sentirmos o desespero, a tristeza, a revolta de alguém que deixou de ouvir o som do piano que tanto a fazia feliz."
"O toque de loucura que resulta de um enorme sofrimento está bem documentado. É fácil sentirmos o desespero, a tristeza, a revolta de alguém que deixou de ouvir o som do piano que tanto a fazia feliz."
O Prazer das Coisas: Autores Portugueses #2 - Olinda P. Gil
O Prazer das Coisas: Autores Portugueses #2 - Olinda P. Gil: É já o segundo vídeo que faço a divulgar autores portugueses e desta vez foi sobre Olinda P. Gil . Opiniões: Contos Breves Piano Surd...
FACES DE MARISA...: "SUDOESTE", DE OLINDA P GIL
FACES DE MARISA...: "SUDOESTE", DE OLINDA P GIL: Foi num fininho que li o "Sudoeste", de Olinda P. Gil, um livro de contos português que adquiri em formato aqui e adorei. digital...
Acordar ao domingo e ter esta surpresa é sinal de um bom final de fim-de-semana! Passem por lá, vejam a opinião e visitem o blog, que vale a pena!
Acordar ao domingo e ter esta surpresa é sinal de um bom final de fim-de-semana! Passem por lá, vejam a opinião e visitem o blog, que vale a pena!
Opinião de "Sudoeste" no blog Flames
"É fácil criarmos empatia com qualquer uma destas três mulheres, e é fácil entender as suas escolhas, perceber as suas mudanças e sofrer com elas.
Numa escrita mais poética do que é habitual e um pouco mais vincada, Olinda não desilude e traz, novamente a público, um livro que recomendo vivamente!"
Leiam mais aqui
Numa escrita mais poética do que é habitual e um pouco mais vincada, Olinda não desilude e traz, novamente a público, um livro que recomendo vivamente!"
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