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Apresentação de "Sudoeste" e outras obras da Coolbooks

Na passada quinta-feira, ao final da tarde, teve lugar, no Instituto Camões, em Lisboa, a apresentação do meu ebook Sudoeste assim como de outras obras da Coolbooks.

Foi um momento muito interessante e muito agradável. Fiquei muito feliz de encontrar por ali casas conhecidas, de finalmente conhecer em pessoa a Carla M. Soares, e sorte a minha, também o Paulo M. Morais que esteve presente! Também foi bom conhecer os editores (simpatissíssimos), o pessoal da Porto Editora, conhecer outros autores, encetar contactos (afinal faz parte).

Deixo aqui algumas fotos, que não foram minhas, mas que estão disponíveis no facebook. Links nas legendas!
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https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xpf1/t1.0-9/p180x540/10484617_695004123869025_6023460970364155613_n.jpg

Exílios

Exílios é um conjunto de textos que me tinha prometido a mim mesma que ia disponibilizar antes do verão de 2014. O verão é já amanhã e o texto está na Smashwords!

Sinopse: Exílios é um conjunto de pequenos textos escritos no período a seguir ao término dos meus estudos no Ensino Superior. Retratam os sentimentos vividos por mim na altura.
A publicação destes textos tão pessoais tornou-se imperativo uma vez que há cada vez mais jovens a viver situações semelhantes. Infelizmente estes textos continuam actuais.

Disponível na Smashwords 

Goodreads

Sudoeste: excerto 2

Excerto de Sudoeste:

"O verão não foi eterno, mas o calor de Eros parecia-o ser. Porém, eu andava estranha como nunca. Quando se tornou evidente que Ema existia dentro de mim, o seu olhar tomou ar de cinza cada vez que avistava o horizonte. Era constante o chamamento do mundo. A mente nublada e tempestuosa. Ema trouxera-lhe laços de sangue que o prendiam à minha quinta, à minha falésia e ao meu mar. Laços não desejados a enlaçarem-lhe o coração ao meu.
E entre a dúvida de ir e ficar, deixou-se estar.
E no dia em que Ema nasceu e ele pode tocar no seu corpo vermelho e dorido, o cinzento dos seus olhos abalou e o azul voltou. O desejo pelo desconhecido parecia ter-se ido, mas estava apenas adormecido. Adormecido pelo amor à filha.
O sol brilhou todo esse dia, mas, estranhamente, ao se pôr, surgiram umas nuvens repentinas e uma tempestade assolou o horizonte marítimo. Na costa não choveu, sentia-se, contudo, o frio e o barulho dos trovões que brilhavam no mar.
Quando o meu corpo recuperou e pude voltar a ser mulher para ele, pegamos na menina para lhe mostrarmos o mundo. Primeiro, demos-lhe a conhecer a quinta, todos os cantos, plantas e animais. Depois, fomos à falésia e elevámos o seu corpinho ao cheiro das marés. Fomos, por fim, à aldeia. Mostrar-lhe as casas, as pessoas, o porto, os turistas. Como se ela fosse uma princesa e fosse a nossa obrigação mostrá-la a tudo e todos.
Nos primeiros dias da sua existência deixei de ver todo o resto. Só via Ema. Deixei de pensar em todo o mais. Só pensava em Ema, nem mesmo em Eros. Mesmo a fazer amor o pensamento caía na menina e na estranha tempestade no dia do seu nascimento.
O tempo que passa e vai faz a normalidade regressar à vida. E a recordação da tempestade foi-se esvanecendo. Controlei o amor pela menina para me poder voltar a olhar ao espelho: para ver o meu porte de orgulho por ser mãe e por amar Eros."

Sudoeste: excerto 1

Excerto de Sudoeste:

"Era final de março, princípios de primavera. Quase sozinha de pessoas, pois viver no campo, cuidar da terra e dar-lhe vida com a família é de conviver restrito. Camponesa jovem, filha única entre rapazes. Vivíamos perto do mar sem sermos pescadores: a praia perto de nós era de águas fustigadoras, de rochas duras. Só à linha é que, por vezes, se pescava. No verão, mesmo assim, na maré vazia, o mar dava-nos pequenos mimos como percebes, conquilhas, amêijoas, canivetes e caranguejos que serviam apenas de petisco guloso.
Podia ser só de gente, mas vivia numa multidão de mundo."

Opinião de "Sudoeste" no blog Flames

"É fácil criarmos empatia com qualquer uma destas três mulheres, e é fácil entender as suas escolhas, perceber as suas mudanças e sofrer com elas.
Numa escrita mais poética do que é habitual e um pouco mais vincada, Olinda não desilude e traz, novamente a público, um livro que recomendo vivamente!"


Leiam mais aqui

Sudoeste no top de vendas de ebooks na wook


Uma excelente notícia: Sudoeste em 5º lugar do top da venda de ebooks na wook. São estas pequenas coisas que nos fazem felizes.

Para mais informação sobre a obra: www.coolbooks.pt/sudoeste

O Jardim / Micro no site InComunidade

Este mês tem sido um mês complicado para as navegações (agora a recuperar aos poucos), e, por isso mesmo, não vos tinha ainda deixado a minha mais recente colaboração no site InComunidade: O Jardim.

Participação na revista InComunidade

Deixo-vos aqui mais uma participação na revista InComunidade, com mais uma pequena narrativa e um poema.

Vila de Cobres

Vila de Cobres

By Olinda P. Gil
Rating: Not yet rated.
Published: Dec. 04, 2013
Words: 3,010 (approximate)
Language: Portuguese
ISBN: 9781310762581



Descrição
Num Alentejo após a Revolução Industrial, que afinal não existiu, um engenheiro inglês toma-se de amores por uma alentejana ruiva.

Disponível em:

Opiniões:


     

    Feira de Garvão

    (texto publicado no Diário do Alentejo a 29-11-2013)

    O destino da rapariga naquele dia era Garvão, e não nenhum petisco de cabeça de borrego assada no café da estação da Funcheira, bastando para isso apenas virar no sentido contrário no cruzamento da estrada que iria seguir. Desta vez a obrigação falou mais alto, e virou para a vila, onde iria dar formação de novas tecnologias, a um grupo de pessoas com idade para ser seus pais e avós, numa sala sem rede de telemóvel ou Internet, tendo ainda a companhia de um cão cheio de pulgas e carraças que um formando insistia em levar para a sala.
    A viagem não tinha sido das melhores. Antes mesmo de Santa Luzia tivera de percorrer alguns kilómetros atrás de um camião carregado de troncos de árvores, vendo-se impossibilitada de o ultrapassar, devido ao trânsito fora do vulgar naquele dia, por causa da Feira de Garvão. Valeu-lhe um incidente que a poderia ter morto: soltou-se um tronco de árvore do camião em direccção ao seu carro, que por acaso, depois de bater no asfalto, foi cair longe do veículo deixando-a a salvo. O condutor do camião, tendo-se apercebido do sucedido, encostou o veículo à berma da estrada. Ela teria seguido tranquila, mas ficara com o corpo todo a tremer, inclusive as unhas dos pés que devia ter cortado pela manhã, no banho.
    Antes mesmo do cruzamento entre a Funcheira e Garvão, ainda muito afectada, haveria de ser testemunha de um cenário tão mirabolante que chegou mesmo a pensar que estava a abrir um daqueles mails de piadas que as pessoas enviam umas às outras quando não têm nada para fazer no trabalho (ou são mestres em procrastinação). Na caixa de uma carrinha, 4x4, que seguia à sua frente, estava um cavalo em pé, mas com difícil equilíbrio devido às suspensões lixadas. Haveria o animal de ir para venda na feira, só podia, e o seu dono, à falta de transporte e detentor do dito desenrascanço português, decidiu resolver o problema cometendo várias contra-ordenações ao código da estrada ao mesmo tempo.
    Ora, e porque ela também enviava mails desnecessários aos seus contactos e gostava de partilhar futilidades no facebook, resolveu tirar uma fotografia ao cavalo, a partir do seu telemóvel, em pleno acto de condução.
    Estava ainda a focar a imagem, tarefa difícil, dada a situação, quando houve um apito longo e repara que estava a ser utrapassada por um jipe da GNR, com um guarda bracejando ferozmente direito a si, indicando assim, que tinha de encostar. A jovem teve de parar o carro sem ter conseguido tirar a fotografia.
    - Sabe que falar ao telemóvel enquanto conduz dá direito a multa?
    Ia responder o quê? Que não estava a falar ao telemóvel, quando estava a fazer outra operação, da qual não tinha prova, mas que se tivesse de nada lhe valia, porque lhe reservava multa na mesma.
    - Viu o cavalo na carrinha de caixa aberta? – Tentou ainda desviar a atenção do militar da GNR.
    - Muito gostam de ver os ciscos nos olhos dos outros. – Respondeu-lhe o guarda, enquanto começava a passar a multa.

    Os meus contos disponíveis na Smashwords

    Tenho três contos disponíveis, gratuitamente, na Smashwords:

    O Reflexo da Morte (ou da Vida) nas Janelas do Rio, com um total de 311 downloads!!! Irra bem bom. Recebi algum feedback, que podem verificar na página do Goodreads e também na página do blog deste conto.









    Na Estrada de Mértola, com um total de 127 dowloads. Deste conto tenho recebido pouco feedback. Podem visitar de qualquer modo a sua página no Goodreads e também a sua página neste blog.









    Piano Surdo foi o último a ser disponibilizado, e talvez seja por isso que não tem tantos dowloads: apenas 53. Também tenho recebido pouco feedback, contudo bastante positivo. Podem visitar no Goodreads na a sua página neste blog.

    Lançamento de "Contos Breves"




    Foi um momento agradável e passou num instante. Houve direito a leituras de contos, a passagem de música, à visualização das ilustrações. Houve momento de convívio, blol, jerupiga e vinho do Porto! E livros vendidos!

    Quem quizer adquirir o livro, por favor contacte-me pelo e-mail olindg@gmail.com

    Contos Breves

    Olá a todos!
    Ontem foi o lançamento do meu livro. Foi uma tarde bastante agradável. Peço a todos aqueles que pretendem comprar o meu livro que me contactem pelo e-mail olindg@gmail.com

    Obrigada.