Nanozine #8

Já saíu a Nanozine #8, que conta com o meu poema Publicidade.
Clique aqui para aceder à revista.


Sobre a revista:
Para além de contos, na Nanozine 8 poderão ser lidos artigos sobre cinema pornográfico, Yaoi, BDSM e escrita erótica. Um grande obrigada às bloggers portuguesas que aceitaram o desafio de nos enviarem alguns textos seu sobre as sensações que têem quando lêem erótica.
(retirado do site da Nanozine)

Colectânea Beijos de Bicos



Conta com a minha participação com o texto: A partir de um livro perdido


Sobre a colectânea "Beijos de Bicos":
Dizem que o amor é um tema batido, que não serve, que não está na moda. Nós dizemos que é uma das mais essenciais manifestações do ser humano, que está presente em toda a parte e como tal não deve ser de estranhar que seja matéria de inspiração para a arte, e que não devemos ter medo de ser tão humanos quanto parecemos. Se ela imita a vida (será que imita?) então é natural que os sentimentos fundamentais estejam presentes em cada momento. É a ditadura dos afectos sobre a expressão do mais íntimo e mais próprio ao humano. Assim a colectânea "Beijos de Bicos" procura ser mais um porto de abrigo para a criação literária que encontra neste tipo de sentimentos a sua inspiração. Esta é mais uma oportunidade para dar a conhecer os talentos escondidos de quem escreve, mas porque nem só de letras se fazem os afectos desta vez teremos a fusão do talento fotográfico ao serviço da palavra escrita. 68 fotografias que procuram não simplesmente ilustrar mas dialogar com a verve literária dos nossos autores. Assim ganha forma esta colectânea, do trabalho e da inspiração de 68 escritores e uma fotógrafa, esperamos que gostem tanto de ler como nós gostámos de a fazer. Retirado do blog da editora.

O livro conta ainda com fotografias de Helena Lagartinho.














A publicar e-book - notas de rodapé/fim

Uma das questões que se colocavam na publicação do meu e-book era a formatação de uma nota de rodapé que o texto tem. Como consegui?

Vejamos:
  1. Como se trata de um conto transferi o texto da nota de rodapé para o final do texto, pois não há perigo de se perder o sentido.
  2. Sinalizei à frente da palavra que tem a nota com o número da nota, da seguinte forma: [1]
  3. No final do texto a nota ficou formatada da mesma forma [1] - conversa da nota.
  4. É necessário marcar a nota. Esta foi a parte mais difícil, porque eu ia para as marcações cruzadas e não conseguia. Como o fiz? Observem a imagem. Por baixo da opção "hiperligações" está uma opção "marcador" sinalizada com uma bandeirinha azul. É ali.

5. Depois seguem para a a palavra que tem a sinalização [1] à frente. Seleccionem o número e façam uma hiperligação, dentro do documento, e escolhem o marcador que tinham feito à pouco. Ficou perfeitamente satisfatório, nada cai ao lado, e apesar da nota ter caracteres gregos, também não acontece nada de estranho com eles.

Assuntos de Escrita - Quotidiano Fragmentário

Assuntos de Escrita é uma rubrica deste blog que conta com a colaboração de outro blogger para nos falar de um assunto relacionado com a escrita. Este mês foi convidada Gina Grangeia, autora do blog: Gina, a mulher que tem um blogue.

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Quotidiano fragmentário

A Olinda pediu-me que escrevesse um artigo sobre o modo como 'escrevo aspetos do quotidiano de modo fragmentado'. Pois bem, vamos a isso.
O meu modo de escrever é tipicamente o de alguém que regista diariamente alguns momentos bons e/ou especiais com o intuito de não os esquecer, conferindo-lhes um toque pessoal e transmissível. Sou uma memorialista, é o que é.
Observo, observo muito, é bem verdade, aliás: sempre fui assim, e nos últimos anos tenho vindo a expor copiosamente as minhas impressões num blogue, repartindo-as em pequenas doses. Os momentos que quero registar são muitos, aparecendo amiúde, num frenesim constante, tanto que às vezes quase enlouqueço por tudo querer escrever, parece que a minha cabeça vai explodir com tanta informação, o que é comparável às pipocas estalando em lume brando, inchando e multiplicando-se, querendo saltar fora da panela.
Observadora como sou, devo dizer que inventar personagens não me apraz. Sei lá, sou apegada à realidade, não sei descrever o imaginado, e ademais o mundo fornece-me pessoas e estados d'alma suficientes para uma enciclopédia que nunca terminaria, ou, para ser mais concisa: nunca terminará. Há que ter calma e não deixar que se me expluda a cabeça, a ver se não me cessam os registos, portanto...
Como já se percebeu, adoro esta atividade literária de escrever episódio aqui e ali, e por junto possuo uma enorme vantagem: trabalho numa loja, na qual lido diariamente com toda a classe de pessoas, visitando algumas vezes os lares dos clientes, o que me oferece uma diversidade incrível de momentos que considero registáveis. Claro que também registo cenas da minha vida, e aí o blogue assemelha-se mais a uma espécie de diário online, mas talvez mostre um lado da minha personalidade mais sadio e bem-disposto se escrever acerca dos outros.
E vou escrevendo os ditos fragmentos do quotidiano, escrevo no computador da loja, ou aponto nos papelinhos, quando me sento nas esplanadas ou nos bancos de jardim, tanto faz, anoto as minhas pipocas, a bem dizer é isso, e depois, quando posso, desenvolvo, mas não sem que por vezes me pareça andar sempre à roda da mesma conversa. Tenho de marimbar, bem sei, tenho de me afastar da ideia de maçar os leitores com as minhas pipocas, tenho de não me autocriticar, tenho de escrever e acabou a conversa. E escrever pode ser muito bom, envolve-me num brilho, que difundo posteriormente a meu bel-prazer. Quero com isto dizer que consigo tornar o mundo superinteressante, caso o escreva. Eu consigo. Se for ilusão minha, pouco me importa.
Acerca da veracidade dos factos que apresento: uns são crus de tão verdadeiros, outros há que estão verdadeiramente melhorados ou não teriam piada, que comigo é tudo na base da verdade... Só por dizer que também minto, como agora.

Poesia minha a ser publicada


A minha participação na nova colectânea da Pastelaria Studios Editora, desta vez de poesia, já está confirmada. O livro chamar-se-à Poesia Sem Gavetas. A minha participação será feita com os textos seguintes:

Ignorante, eu...

retirado daqui


Ignorante, eu
por pensar que o nosso amor
não poderia ser outro.

Na verdade,
pensei do nosso amor ser comum,
paz.

No entanto,
o nosso amor se revelaria maior,
com dúvida e sofrimento.

Não me deixando dormir,
erguer,
uma noite.

Inteligência

A inteligência
é uma fronteira do entendimento.

É um gás imprescindível
como o oxigénio.

É uma escolha
entre o que dizer e o que mostrar.

É a condição da infelicidade
e da desilusão.