Tenho andado um pouco afastada do blog, e isso deu-se, sem dúvida, à preparação do meu livro. Foi por isso que falhei com estas palavras sobre a minha escrita com que vos costumo presentear à segunda-feira. Foi também por isso que falhei com a minha micro-narrativa semanal, que falhei com os habituais balanços do mês (não estão esquecidos) e até mesmo com a comemoração dos 100 seguidores!
Contos Breves está quase aí. Hoje vou a uma tipografia pedir orçamento. Já estou à procura de leitores para darem a sua opinião. Já tenho semi-combinada a apresentação.
Em breve vamos começar a ter notícias deste livro: as primeiras opiniões, a data de lançamento, datas de apresentações por este Alentejo fora e até mesmo o preço do livro.
Estou ansiosa! :D
Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
Contos Breves - Pre Advanced Readers
Contos Breves é um pequeno livro de micronarrativas cuja auto-publicação estou a preparar. O lançamento do livro deverá ter lugar entre finais de Outubro e princípios de Novembro.
Um dos passos que queria dar com este livro era o de permitir que diversos leitores tivessem acesso ao mesmo antes da publicação, e que fizessem a sua crítica pública.
Para tal, gostaria que os interessados me enviassem um mail para olindg@gmail.com com assunto PAR CONTOS BREVES e me indicassem o vosso nome, idade, profissão, blog e página do blog em redes sociais (caso tenham).
Agradeço, desde já, a disponibilidade de todos vós.
Um dos passos que queria dar com este livro era o de permitir que diversos leitores tivessem acesso ao mesmo antes da publicação, e que fizessem a sua crítica pública.
Para tal, gostaria que os interessados me enviassem um mail para olindg@gmail.com com assunto PAR CONTOS BREVES e me indicassem o vosso nome, idade, profissão, blog e página do blog em redes sociais (caso tenham).
Agradeço, desde já, a disponibilidade de todos vós.
Sinopse
Neste opúsculo estão reunidas pequenas narrativas inconscientes: digo isto porque na altura em que foram redigidas era tão jovem que nem sabia que estava a escrever um tipo específico de conto.
O conjunto daqui resultante é uma selecção e revisão de textos criados entre 1999 e 2007, período que corresponde, aproximadamente, à minha colaboração do DN Jovem (suplemento do Diário de Notícias direccionado para os jovens). Muitos dos textos aqui presentes foram lá publicados. Contudo, estão também incluídos alguns que estavam inacabados, tendo sido agora trabalhados.
Nota Biográfica - Olinda P. Gil
Olinda P. Gil foi colaboradora no DN Jovem, suplemento do Diário de Notícias. Participou com outros colaboradores do suplemento no site na-cama.com e jotalinks. Foi 3º prémio no concurso literário "Lisboa à Letra" em 2004, na categoria de prosa. Foi selecionada no "4º Concurso de Mini-Contos do IST Taguspark". Tem textos publicados nas revistas Ao Sul de Nenhum Norte, Bang! e Nanozine. Publicou nas colectâneas Ocultos Buracos, Beijos de Bicos e Poesia sem Gavetas da Pastelaria Studios Editora. Escreve no blog: http://www.olindapgil.com
Piano Surdo
Rating: Not yet rated.
Published: July 15, 2013
Words: 4,140 (approximate)
Language:Portuguese
ISBN: 9781301416745
Descrição:
Conto que retrata a loucura de uma pianista após um acidente que a deixou surda.
Disponível em:
Opiniões e referências:
- Em Floresta de Livros de Ana C. Nunes ¨
- Inês Montenegro, no Goodreads
- Guiomar Ricardo, no Goodreads
- Nádia Batista, no blog Eu e o Bam
O gato de guarda
Devia ter desconfiado que estava a ser demasiado fácil. A cerca baixa, sem electrificação, a vivenda sem alarmes, as portas que estavam trancadas. Devia ter pegado nas pernas e fugido imediatamente dali.
Assim que abriu a porta soube o porquê de tanta falta de segurança por parte dos donos da casa: um gato de guarda. Grande, opulento, musculado. Certinho que estava pronto para o atacar, pular-lhe para cima do rosto e arranhar-lhe os olhos.
- Brrr.
E o gato monstruoso deitou-se no chão, oferecendo-lhe a barriga para receber festinhas. O ladrão sorriu. Mais uns que tinham comprado gato por lebre.
Assim que abriu a porta soube o porquê de tanta falta de segurança por parte dos donos da casa: um gato de guarda. Grande, opulento, musculado. Certinho que estava pronto para o atacar, pular-lhe para cima do rosto e arranhar-lhe os olhos.
- Brrr.
E o gato monstruoso deitou-se no chão, oferecendo-lhe a barriga para receber festinhas. O ladrão sorriu. Mais uns que tinham comprado gato por lebre.
Memórias Parasitas
Uma mulher está a trabalhar no seu jardim. Aproveita as primeiras horas da manhã antes do dia começar a aquecer. Com muita paciência, poda devagar as roseiras. Tens umas luvas grossas calçadas, para evitar magoar as mãos. Limpa o suor da testa: o dia está demasiado quente. Com o mesmo gesto afasta as memórias de uma vida que não a sua. As memórias de outra mulher.
Sabia que não eram memórias de vidas passadas. Havia datas, na década de 1970. Ela própria nasceram em 1958, por isso era impossível que essas memórias fosse de outra encarnação. Teriam passado de alguém que tinha falecido, para si? Mas como? Tinha pesquisado e não havia registo sobre tal fenómeno. Não passara por nada traumático, tinha a certeza que nunca se cruzara com ela na vida. Como podia isso ter acontecido. Que o seu corpo tivesse possuído pelo espírito dessa mulher era algo que também afastava pelas mesmas razões, e por outra ainda: não a sentia. Sabia que eram só memórias e nenhum espírito em si.
A mulher era o oposto de si: uma artista de circo aventureira e viajada. Não eram memórias más, mas... não eram suas. Sempre que surgiam sentia-as como uma mosca que não nos larga e nos enerva.
Respirou fundo. Afastou essas memórias e os seus pensamentos. Voltou a podar as rosas, e nesse momento, voltou a ser apenas ela e as rosas.
Coisas de escritor/a independente
Uma coisa que os meus leitores-beta e revisores me estão sempre a chamar a atenção tem a ver com os travessões. O meu word, e talvez o de muitas pessoas, nem sempre insere travessões nos diálogos, inserindo hífens. Já tentei descobrir como se pode colocar essa ordem automaticamente, mas não descobri como. Também podia optar por colocar o travessão enquanto estava a escrever, através de um comando complicado que inclui ctrl, shift e coisas que tais. Nada prático.
Como tal, muitas vezes os meus textos têm hífens em vez de travessões. E quem me lê farta-se de me chamar a atenção, e com razão.
Já tinha terminado a revisão do meu livro de micro-narrativas, Primordial, que vou auto-editar no Outono, feito as correcções e enviado o texto à prefaciadora. Faltava este processo: transformar em travessões todos os hífens que são travessões. Uma seca... Mas não tão complicado quanto isso. Basta fazer copy paste de travessões. E já que tinha a mão na massa fiz também hífens não separáveis, para evitar que palavras como "encontrou-se" fiquem erradamente separadas no final de linha. É que por muito que tentemos, mesmo escrevendo dois hifens, a translineação destas palavras nunca fica bem feita no word. O comando dos hífens não separáveis é muito simples: ctrl+shift+hífen. Talvez me devesse habituar a fazê-los enquanto escrevo...
Quanto tiver o prefácio terei de fazer este processo todo no texto. Penso que vai ser um texto pequeno, por isso não há-de ser complicado. Depois é escolher uma fonte bonita (aceitam-se sugestões) e fazer a paginação!
Como tal, muitas vezes os meus textos têm hífens em vez de travessões. E quem me lê farta-se de me chamar a atenção, e com razão.
Já tinha terminado a revisão do meu livro de micro-narrativas, Primordial, que vou auto-editar no Outono, feito as correcções e enviado o texto à prefaciadora. Faltava este processo: transformar em travessões todos os hífens que são travessões. Uma seca... Mas não tão complicado quanto isso. Basta fazer copy paste de travessões. E já que tinha a mão na massa fiz também hífens não separáveis, para evitar que palavras como "encontrou-se" fiquem erradamente separadas no final de linha. É que por muito que tentemos, mesmo escrevendo dois hifens, a translineação destas palavras nunca fica bem feita no word. O comando dos hífens não separáveis é muito simples: ctrl+shift+hífen. Talvez me devesse habituar a fazê-los enquanto escrevo...
Quanto tiver o prefácio terei de fazer este processo todo no texto. Penso que vai ser um texto pequeno, por isso não há-de ser complicado. Depois é escolher uma fonte bonita (aceitam-se sugestões) e fazer a paginação!
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