7ª opinião a "Contos Breves"

Gina, a mulher que dá opinião

Aceitei o desafio da Olinda do blogue ‘rascunhos, rabiscos e limitada’. Acho que pode chamar-se desafio, afinal de contas é-me difícil dar opinião acerca da criação dalguém que conheço principalmente através do blogue, tendo forçosamente que mandar embora a hipocrisia e o medo de melindrar. Mas despi a pele de uma certa Gina que é um tanto ou quanto reservada e fiz aparecer uma outra Gina, destemida e escrevente. E vamos a isso.

Vou começar pelo pior.
O único ponto negativo foi alguns contos terminarem demasiado abruptamente. Compreendo que possa dar azo a que os leitores inventem a sua própria história a partir dum tema e cenário mas eu não gosto, fico com água na boca, sou muito apegada ao real, ou então pouco imaginativa, ou ainda muito boa ouvinte e vai daí gosto de ‘ouvir’ tudo...

Vou agora continuar com o que achei melhor, bom e muito bom.
A Olinda possui uma escrita clara e acessível. Sei que estou a repetir as opiniões doutros leitores mas é efetivamente uma das marcas da autora, mantém-se à parte daquele pretensiosismo tolo de quem quer ‘escrever bem’, usando artimanhas e floreados que quanto a mim só atrapalham e enfeiam o texto.
A autora aborda despudoradamente assuntos temíveis e/ou vergonhosos tais como o sexo e a morte. Escrever é difícil devido à exposição de sentimentos, opiniões, cenas e intimidades nossas (sim, mesmo que seja ficção) e quando chega a hora de publicar nenhum tema parece ‘normal’ e nada parece tão relativo ou tão acessível assim.
Uma das coisas mais agradáveis que verifiquei com a leitura deste livro de contos foi conseguir lê-lo sem interrupções, habitualmente sou uma leitora desconcentrada e repetidamente assaltada por pensamentos extra e posso dizer que tal não aconteceu.
Uma outra agradabilidade foi não ter tentado mudar as histórias, ou seja: tenho a mania de estar a ler e a mudar os textos na minha cabeça, do tipo ‘eu cá escrevia assim ou punha esta palavra aqui’. É esta minha característica algo presunçosa que me ajuda a decidir se compro o livro ou não, isto nas raras vezes em que ando a escolhê-los nas livrarias. Portanto: compraria o livro da Olinda.
Para finalizar a opinião, os contos que mais gostei foram: ‘Organismos’; ‘Liberdade de Escrita’; ‘Conto Quase Erótico’.

6ª opinião de "Contos Breves"

Desta vez a opinião foi colocada no Goodreads por Joana Cardoso:

Antes de mais tenho que agradecer à Olinda por esta oportunidade. Quando a vi a pedir Pre Advanced Readers para o seu livro de contos pensei, porque não? Nunca tinha feito nada semelhante e seria uma aventura interessante. Desde já pelo as minhas desculpas à autora e ao público em geral. Esta opinião deveria ter sido publicada antes de o livro ser editado, dia 23 de Outubro, mas por motivos alheios tal não me foi possível. De qualquer modo agradeço de todo o coração a oportunidade e uma vez mais peço desculpa à autora.

Para começar tenho que dizer que adorei o pequeno Prefácio escrito por Sónia Duarte, não sei bem porquê. Mas a verdade é que me senti encantada e embalada pelas palavras da Sónia.

Relativamente aos contos, ainda pensei em comentar um a um, mas são tão pequenos que qualquer comentário poderia arruinar o enredo e o seu significado. Tal como o já mencionado em outras opiniões que li o essencial destes contos são o transmitir de sabedorias, de opiniões e de pontos de vista. Como alguém disse, estes pequenos afiguram-se perfeitos para serem lidos aleatoriamente. É um livro interessante para se ter na mesa de cabeceira e ir lendo um pequeno conto de vez em quando antes de irmos para a cama. Gostei bastante da escrita da autora. Tem uma musicalidade e um encanto difícil de se conseguir em textos tão pequenos. Achei que na maioria os contos estão bem conseguidos e que este é um livro que merece ser lido.

O meu destaque vai para os contos Liberdade de Escrita, O Eremita, A Vela e A Rua do Memorial Perdido. Simplesmente adorei cada um, a maneira como está escrito, o formato em que a história é contada e o que está por trás desta. Recomendo!

Opiniões que nos tocam

Felizmente a maioria das opiniões que tenho recebido do meu livro "Contos Breves" têm sido positivas. Já houve uma opinião negativa, em que a leitora não apreciou o género de conto curto. Essa opinião não chegou a ser publicada pela leitora.

Uma das últimas opiniões que recebi deixou-me um pouco surpreendida, pela positiva. A leitora decidiu focalizar as referências que identificou no texto. Confesso que, por já ter escrito os contos há muitos anos, e por não ser "fundamentalista" das referências, que não me lembrava de situações, na verdade, óbvias.

Acontece que tudo o que a leitora descobriu, tem de facto, muito a ver comigo. Não só na altura em que escrevi os textos, como ainda agora, apesar de tudo o que amadureci desde então.

A minha veia activista e revolucionária: o meu inconformismo da infância e adolescência nunca passou.

Referências a locais de Lisboa: sempre gostei muito de Lisboa, e acho agora que ainda não fiz juz a uma Lisboa que conheci quando era criança.

Referências a clássicos da Literatura Latina: sem dívida uma paixão dos meus tempos de Faculdade.

Referências a peças de teatro: gosto muito de teatro, mas infelizmente não tenho grande oportunidade de assistir a peças.

Sophia de Mello Breyner Andresen: uma das minhas influências assumidas.

Não se esqueçam de passar pelo blog da Cristina Moital Luiz e ler a sua maravilhosa opinião!

5ª Opinião de "Contos Breves"

Esta em especial deixou-me completamente maravilhada, porque a leitora, Cristina Moital Luiz, não se fica pela leitura e opinião. Vai à procura das referências do texto, e faz com isso um trabalho muito bonito. Vale mesmo a pena conhecer o seu blog, Linked Books.

Contos Breves - Olinda P. Gil 

Linked by...

Este livro é um link inicial (a que costumamos chamar por aqui "First Link"). Constitui o primeiro elo de mais uma cadeia de links.
Os "First Links" chegam ao blogue por duas vias distintas: ou por forte sugestão dos nossos seguidores, ou porque o exemplar nos foi oferecido ou ganho (passatempos, concursos, etc).
Neste caso aconteceu uma mistura das duas. A autora do livro, é seguidora do blogue, e solicitou ajuda a diversos "Pre Advanced Readers" para lerem o seu livro antes de ser lançado, e darem a sua opinião. Julguei que este blogue poderia ajudar nessa tarefa, pelo que me propus a lê-lo, e prontamente a autora nos enviou o seu livro. 
Existem outros livros já lidos pelo blogue a aguardar post, mas foi dada prioridade a este título uma vez que o seu lançamento se prevê para o final do mês (a partir de 23 de Outubro).

Linked opinion...
Esta foi uma experiência de leitura bastante agradável, por vários motivos.
O livro reúne 31 contos escritos pela autora entre o final da sua adolescência e o início da idade adulta. A maioria deles escritos para o DN Jovem, com o qual Olinda P. Gil colaborou. Como o título indica, são contos bastante curtos. Este formato foi logo o primeiro motivo de satisfação, pois agradou-me bastante.
Os contos, apesar de "breves" e de linguagem simples, são histórias completas, profundas e incisivas, que deixam ao leitor um trabalho de "digestão" muito interessante. Na maioria das histórias, a "reflexão pós conto" é uma experiência tão agradável ou mais ainda do que a leitura do conto em si mesma.
Claro está, que nem todos os contos me tocaram da mesma forma. Mas esta diversidade que caracteriza o conjunto em termos de estrutura, de temática e de mensagem, constituiu um aspecto interessante e agradável para mim enquanto leitora.
A morte e a sexualidade são temáticas com uma presença bastante assídua, o que se coaduna com a época da vida da autora em que os contos foram escritos. Na minha opinião, pensar a morte é também um esforço necessário para entender a vida. Esse exercício, não é algo muito apelativo para a maioria dos indivíduos, que compreensivelmente, optam por evitar os assuntos potencialmente propiciadores de mal estar. Aqui a autora não foge aos assuntos mais incómodos, antes pelo contrário, e conduz o leitor a confrontar-se com as dúvidas e angústias dos seus personagens. Considero esse aspecto muito positivo. Em relação à temática morte, o único reparo que tenho fazer é que algumas vezes me pareceu que serviu como "Deus Ex" em alguns contos.
As emoções e os sentimentos são uma constante durante toda a leitura. Alguns contos senti-os como bastante enternecedores e comoventes, e outros bastante originais. Existe também uma mensagem em todos eles. Em alguns a mensagem surge de forma mais directa, noutros, o leitor é forçado a aventurar-se na sua descoberta.
O estilo de escrita simples e directo da autora, mas não leviano, é algo que me aproximou ainda mais desta leitura. Julgo que o facto de ser alentejana como a Olinda e ter lido algumas expressões tão características do nosso Alentejo, me levou a uma empatia mais imediata, que ajudou à compreensão dos textos, sem contudo enviesar em demasia a minha perspectiva.
Quanto à classificação a dar a este livro na plataforma Goodreads, tive algum dificuldade devido ao formato do livro, ou seja, por ser composto por contos. Assim decidi fazer o seguinte: pontuar cada um dos contos com o critério Goodreads, e depois utilizar a moda para classsificar o livro. Desta forma,  por ter pontuado maior número de contos com 4 estrelas (really liked it) , o livro ficou com esta classificação final.
Os contos que eu "really liked it" foram os seguintes:
  • "A Vela"
  • "No Dia em que as Espingardas atiraram Flores em vez de Balas"
  • "Agora para mim, afinal o tempo existe"
  • "Como lhe dizer que o amo"
  • "A Rua do Memorial Perdido"
  • "Morreste"
  • "Menina que te Foste Embora"
  • "Sophia"
  • "Numa Pastelaria"
  • "Conto quase Erótico"
  • "Comemoração"
  • "Palestra"
Resumindo, um bom livro, que proporciona momentos agradáveis, quer durante a sua leitura, quer depois na reflexão/discussão que pode proporcionar. Uma autora com talento, a qual espero voltar a ler.
Não quero também deixar passar a ilustração da capa sem uma nota de apreço à ilustradora Cláudia Banza. Como já foi notado em algumas opiniões na Goodreads com as quais concordo, ilustrações no interior do livro poderiam ser uma mais valia preciosa.   

Linked books...

Carmina - Gaio Valério Catulo (mencionado no conto "Menina que te Foste Embora")
Romeu e Julieta - William Shakespeare (mencionado no conto "Clube de Teatro")

Rei Édipo - Sófocles (Édipo foi mencionado no conto "Clube de Teatro". Apesar de Édipo não ser personagem apenas nesta tragédia, julgo que se pode dizer que esta é a peça pela qual ficou mais conhecido)
Filodemo - Luis de Camões (mencionado no conto "Clube de Teatro")
Contos Exemplares - Sophia de Mello Breyner Andersen  . Todo o conto "Sophia" é dedicado a esta autora. Uma vez aqui no blogue não existia ainda nada desta autora, resolvi aproveitar esta referência, para incluir uma das suas obras nas nossas intenções de leitura. Os "Contos Exemplares" pareceram-me adequados, em primeiro lugar por se tratar também um livro de contos (como este) , e em segundo por ser recomendado no Programa de Português para o 3.º Ciclo do Ensino Básico (a autora deste livro, Olinda P. Gil, é professora de português).

Linked places...
Igreja de Nossa Senhora dos Mártires
(mencionada no conto "Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires")
Fernando Pessoa no Largo do Chiado
 (mencionado no conto "Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires")
Linked people...
Safo de Lesbos
(a primeira poetisa, é mencionada no conto "Menina que te foste embora", com a frase "Mas é Catulo. Louco por Lésbia como eu louco por ti."



Sophia de Mello Breyner Andresen
(todo o conto "Sophia" lhe é dedicado)

Gaio Valério Catulo (mencionado no conto "Menina que te foste embora")
Fernando Pessoa
Linked historical events...
Maio de 1968
(mencionado no conto "Agora, para mim, afinal o tempo existe")
25 de Abril de 1974(mencionado no conto "Agora, para mim, afinal o tempo existe" e "No dia em que as espingardas atiraram flores em vez de balas")
Linked music...

 Bach foi mencionado no conto "Interseccionismo" : "Confundo o som de uma sonata de Bach, e já não sei se a tenho a tocar, se é no livro que a tocam". Escolhi este video para representar esta referência.

Linked poetry...

Poesia de Gaio Valério Catulo 
(mencionada no conto "Menina que te foste embora": "Espera-me aquele Catulo feliz, dos “basia mille”)



CARME 5     
POEMA 5
Vivamus, mea Lesbia, atque amemus,
Rumoresque senum severiorum
Omnes occidere aestimemus assis.
Soles occidere et redire possunt:
nobis cum semel occidit brevis lux,
nox est perpetua una dormienda.
da mi basia mille, deinde centum,
dein mille altera, dein secunda centum,
deinde usque altera mille, deinde centum.
dein, cum milia multa fecerimus,
conturbabimus illa, ne sciamus,
aut ne quis malus invidere possit,
cum tantum sciat esse basiorum.
Vivamos, minha Lésbia, e nos amemos.
E aos conselhos dos velhos mais severos
Nem ouvidos a eles nós daremos.
Porque o sol todo dia nasce e morre:
E a nossa luz brevíssima será,
Pois nós apenas uma vez morremos.
Portanto, dá-me mil e mais mil beijos,
Depois, dar-me-hás cem e mais cem mil.
Pois, quantos beijos mais viermos a dar,
Perderemos a conta dos desejos.
Todos, assim, iremos confundir,
Para que ninguém nos possa invejar,
De quantos foram nossos longos beijos.

4ª opinião de "Contos Breves"

Desta vez foi a vez de sair a opinião no blog "Furnished by Shade":


 
Contos Breves 

Olinda P. Gil
Ebook, aprox. 80 páginas

    Neste opúsculo estão reunidas pequenas narrativas inconscientes: digo isto porque na altura em que foram redigidas era tão jovem que nem sabia que estava a escrever um tipo específico de conto. O conjunto daqui resultante é uma selecção e revisão de textos criados entre 1999 e 2007, período que corresponde, aproximadamente, à minha colaboração do DN Jovem (suplemento do Diário de Notícias direccionado para os jovens). Muitos dos textos aqui presentes foram lá publicados. Contudo, estão também incluídos alguns que estavam inacabados, tendo sido agora trabalhados.



(...)

Hoje trago-vos um livro de Olinda Gil, que tive o privilégio de ler como Pre Advanced Reader. Escolhi-o porque, em primeiro lugar, não estava familiarizada com o estilo da autora, e era uma óptima oportunidade para o fazer; e em segundo, porque a ideia de "narrativas inconscientes" me pareceu bastante intrigante.

E... deixem-me só deixar uma nota prévia antes de passarmos à opinião. Normalmente, divido estes posts em quatro pontos - Plot, Personagens, Setting e Estilo de escrita -, mas devido à estrutura deste livro e dos 29 contos que o compõem, não me sinto muito capaz de respeitar essa estrutura neste caso específico.

Posto isto, em frente, camaradas. Gostei deste livro - não daquela forma efusiva que me dá vontade de escrever uma nota ao autor e atirar o livro à cara de toda a gente que conheço só mesmo para me assegurar que o lêem... mas ainda assim. Este é um livro "pacífico", acima de tudo. Lê-se muito bem, e com praticamente 30 contos, Olinda Gil consegue cobrir uma enorme variedade de temas (das histórias de amor ao 25 de Abril) com um estilo de escrita que, noventa por cento das vezes, flui de forma bastante subtil. Houve alguns momentos em que tropecei na escrita, por determinadas passagens não me fazerem grande sentido, mas no geral, achei que a escrita fazia o que lhe era exigido.

Ou seja, para não me perder em devaneios, este não é um livro que se leia pelo estilo de escrita, porque o estilo de escrita funciona como uma ferramenta para a história - ao invés de ser a história a funcionar como uma desculpa para grandes inovações estilísticas.

Posto isto, falei da variedade de temas, mas notam-se alguns paralelismos entre os contos aqui presentes: o amor, o abandono, a morte, e personagens que, no geral, são pessoas perfeitamente normais a quem acontecem coisas ligeiramente menos normais. De todos os contos, os meus favoritos foram, de longe, A Rua do Memorial Perdido e Conto Quase Erótico. No outro extremo, posso dizer que fiquei bastante... perturbada com o conto O Mestre de Ioga, porque todos sabemos que sou sensível a tudo o que envolva violações e a sua "desculpabilização". Não faço com isto qualquer julgamento da própria autora, mas quando a própria narrativa me apresenta passagens como "hoje sou casado com ela e tento fazer dela uma mulher melhor" e "porque lhe destruí a vida no passado, e tenho agora a missão de emendar o erro", oh não, não vou fazer boa cara. Claro que é possível argumentar que a vítima até aceitou tudo isto de bom grado, o casamento e a nobre missão do seu violador, mas hey, nada disso está escrito, e sendo apenas humana, só posso avaliar aquilo que efectivamente está.

Três estrelas, e recomendo a quem esteja à procura de alguma coisa ligeiramente mais light do que, oh, não sei, The Ground Beneath Her Feet. Mas não, a sério, se narrativas curtas fazem o vosso estilo, dêem uma vista de olhos, porque de certeza que há aqui alguma ideal para vocês.

Contos Breves - o livro

Olá a todos!Peço a todos aqueles que pretendem comprar o meu livro que me contactem pelo e-mail olindg@gmail.com
Obrigada.


Sinopse
Neste opúsculo estão reunidas pequenas narrativas inconscientes: digo isto porque na altura em que foram redigidas era tão jovem que nem sabia que estava a escrever um tipo específico de conto. 
O conjunto daqui resultante é uma selecção e revisão de textos criados entre 1999 e 2007, período que corresponde, aproximadamente, à minha colaboração do DN Jovem (suplemento do Diário de Notícias direccionado para os jovens). Muitos dos textos aqui presentes foram lá publicados. Contudo, estão também incluídos alguns que estavam inacabados, tendo sido agora trabalhados. 
Olinda P. Gil (autora) é licenciada em Linguas e Literaturas Modernas e mestre em Ensino do Português e das Línguas Clássicas. Tem também uma pós-graduação em Gestão de Recursos Humanos. Foi colaboradora no DN Jovem, suplemento do Diário de Notícias. Participou com outros colaboradores do suplemento no site na-cama.com e jotalinks. Foi 3º prémio no concurso literário "Lisboa à Letra" em 2004, na categoria de prosa. Foi selecionada no "4º Concurso de Mini-Contos do IST Taguspark". Tem textos publicados nas revistas Ao Sul de Nenhum Norte, Bang! e Nanozine. Publicou nas colectâneas Ocultos Buracos, Beijos de Bicos e Poesia sem Gavetas da Pastelaria Studios Editora. Escreve no blog: http://www.olindapgil.com 
 Cláudia Banza (ilustradora), concentra a maior parte, se não toda, a sua atenção na criação de ilustrações fantasiosas, mas poderosas. Ela muitas vezes gosta de justapor coisas fofas com coisas obscuras, sobrenaturais. Ao olhar para a sua arte, é óbvio que tem um grande amor pelas coisas bonitas e obscuras, muitas vezes deixando o espectador um pouco confuso e inseguro quanto ao facto, se deve rir ou sentir-se um pouco com medo. Usa uma série de materiais para criar as suas ilustrações que vão desde a aquarela, Photoshop, Illustrator, Corel Drawn, marcadores e tintas acrílicas.
Já participou em algumas exposições coletivas de pintura patrocinadas pelo NAVA (Núcleo de Artes em Aljustrel.
Em 2009, participou na exposição de fotografia coletiva no IPB (Instituto Politécnico em Beja)
Em 2011, participou na exposição de Artes Plásticas Coletivas integradas no final do estágio.
E desde aí tem trabalhado como freelancer em vários projetos, e blogueira a tempo inteiro :
  
 
Nas redes sociais:
 Opiniões:
  •  Roberta Frontini, no blog Flames. "Para quem não tem (infelizmente) muito tempo para ler, este livro é perfeito pois proporciona a leitura agradável de histórias que podem ser lidas, por exemplo, antes de irmos dormir sem que seja, "doloroso", voltar a pegar nele e relembrar tudo o que vem para trás." 
  • Pedro Cipriano, no seu blog. "O estilo de escrita é agradável e acessível, como seria de esperar de uma professora de Português."
  • Silvana Martins, no seu blog Por detrás das Palavras."...fica a certeza que cada um [dos contos] tem mais para oferecer ao leitor, há mais palavras para além daquelas que se apresentam ao nosso olhar."
  • A autora do blog Furnished By Shade (que não assina com o seu nome no blog, por isso não serei eu a revelar a sua identidade): "não é um livro que se leia pelo estilo de escrita, porque o estilo de escrita funciona como uma ferramenta para a história" ; "se narrativas curtas fazem o vosso estilo, dêem uma vista de olhos, porque de certeza que há aqui alguma ideal para vocês."
  • Cristina Moital Luiz, no Linked Books, fez um excelente trabalho de opinião, tendo pesquisado pelas referências que identificou ao longo dos textos. "Os contos, apesar de "breves" e de linguagem simples, são histórias completas, profundas e incisivas, que deixam ao leitor um trabalho de "digestão" muito interessante. Na maioria das histórias, a "reflexão pós conto" é uma experiência tão agradável ou mais ainda do que a leitura do conto em si mesma." ; "Aqui a autora não foge aos assuntos mais incómodos, antes pelo contrário, e conduz o leitor a confrontar-se com as dúvidas e angústias dos seus personagens. Considero esse aspecto muito positivo."
  • Joana Cardoso, no seu blog Leitora de Fim-de-Semana: "Gostei bastante da escrita da autora. Tem uma musicalidade e um encanto difícil de se conseguir em textos tão pequenos. Achei que na maioria os contos estão bem conseguidos e que este é um livro que merece ser lido."
  • Gina Grangeia, no seu blog Gina, a mulher que tem um blog: "A Olinda possui uma escrita clara e acessível. Sei que estou a repetir as opiniões doutros leitores mas é efetivamente uma das marcas da autora, mantém-se à parte daquele pretensiosismo tolo de quem quer ‘escrever bem’, usando artimanhas e floreados que quanto a mim só atrapalham e enfeiam o texto." 
  • Rute Canhoto, no seu blog:  "A autora deixa-nos a pensar em conceitos como o tempo, a vida e a mudança, entre outros. Gostei particularmente do facto de soarem como que a pensamentos, pequenas partilhas de um episódio ou momento em particular."
  • Clarinda Cortes, no seu blog Ler é Viver: "Numa escrita muito certinha, acessível e fluída, a autora vai-nos prendendo a cada momento, mais ou menos intensamente."
  • Silvéria Miranda, no seu blog The fond reader - crónicas de uma leitora viciada: "Ora bem, quanto aos contos propriamente ditos, uma coisa que me agradou logo neles foi a escrita da autora. Como já li algures, é uma escrita limpa. Tudo muito bem pontuado e com sentido.
  • Catarina S, em Little House of Books - "Há contos para todos os gostos, que nos fazem refletir sobre os mais diversos temas. A passagem do tempo, a morte, o amor... A escrita da autora é leve, sem deixar de ser bonita e dá gosto de ler."  
  • Fernando Évora, no Goodreads - "Tem a qualidade da escritora que não cala o que deve escrever, de causar incomodidade e inquietação nos seus leitores. E a literatura nacional precisa de escritores destes, que se afastem do bonitinho, do sensível e que acrescentam algo às pessoas que somos. Em alguns dos seus contos é capaz de dar um murro no estômago. Noutros, nem tanto. Mas a escrita é mesmo assim."
Notícias:

      Assuntos de Escrita - Publicar fora de Portugal, por Valentina Silva Ferreira

      Assuntos de Escrita é uma rubrica deste blog que conta com a colaboração de um escritor para nos falar de um assunto relacionado com a escrita. Este mês foi convidada Valentina Silva Ferreira e podem encontrá-la no seguinte endereço: http://valentinasilvaferreira.webnode.pt/


      *

      Publicar Fora de Portugal

      Olá, leitores do Rabiscos, Rascunhos e Limitada. Queria, antes de começar, agradecer à Olinda o convite que me fez para partilhar convosco a minha – pouca – experiência no mundo das letras.
      Sou portuguesa, nascida na Ilha da Madeira. Escrevi o primeiro romance aos 19 anos, quando estudava em Coimbra e as saudades do ilhéu não me deixavam ser muito feliz. Dei-lhe o nome de Distúrbio, imprimi-o e tentei algumas editoras portuguesas. Recebi um não – o tema não se adequava ao género que publicavam – e alguns sins: em troco de um pagamento. Ora eu, estudante do terceiro ano de Direito, que contava todos os cêntimos, achei um absurdo aquilo que me pediam e guardei as cópias numa gaveta. Descobri os concursos literários. Fui participando e não ganhando. Descobri que escrever apenas quando a inspiração aparecia também não era muito recomendável porque, confesso, era rara a sua visita. A escrita tornou-se quase diária. Se já achava que lia muito, em comparação com os meus amigos, passei a ler ainda mais. Aliei-me às gramáticas, ao treino e à persistência. Em 2010, enviei um conto para a antiga Magazine do Portal NetMadeira. Aceitaram publicar, sem data definida, os contos que eu fosse enviando. Pouco tempo depois, arrisquei-me na Infektion Magazine e tive o privilégio de criar a rubrica Estórias que matam!, para onde escrevi, mensalmente, durante um ano. A revista JA da Associação Académica da Universidade da Madeira também aceitou a minha participação na coluna Estórias do Arco-da-velha. No início de 2011, numa busca aborrecida pela internet, conheci a editora brasileira Estronho. O site pareceu-me apelativo e vi que tinham uma antologia com submissões abertas a autores, independentemente da experiência,de qualquer parte do mundo. Intitulava-se Cursed City. Escrevi o conto, sem qualquer pretensão – já era perita em participar em tudo quanto era concurso e ganhar apenas juízo – e enviei. Semanas mais tarde, recebi um e-mail a dizer que tinha sido selecionada. Escusado será dizer que dancei pela casa toda. Eu ia ser publicada! No Brasil! A Estronho, por essa altura, abriu algumas antologias e eu tentei todas. Consegui entrar em muitas delas. Por causa disso, o Marcelo Amado, editor da Estronho, perguntou-me se eu não teria algum romance escrito. Fui à busca do Distúrbio, reli-o e, apesar de saber que já tinha amadurecido alguma coisa na escrita – o tal juízo que ganhei nos mil concursos não premiados – achei que o livro merecia ser publicado. E lá foi ele, para o outro lado do Atlântico. A partir daí as coisas aconteceram naturalmente. Apaixonei-me pelo trabalho da Editora, pela forma como eles pediam e queriam o meu contributo na formação do livro, pelo modo como me tratavam e como eu via que eles cuidavam da minha cria. Quando pensava sobre o assunto, sobre publicar no Brasil e não em Portugal, sobre ter muitos mais leitores num país que não era meu, nada me fazia mais sentido do que ser assim. Tinha que ser assim! Não me via a publicar de outra forma, com outras pessoas. Chamem-no o que quiserem: destino, energias, sorte. Eu apenas sei que não seria melhor de outra maneira. Entretanto, fui publicada em antologias de outras editoras brasileiras e lancei o segundo romance – A Morte é uma Serial Killer – claro está, pela Estronho. Ah, e já consegui levar prémios em concursos literários, não só no Brasil, como em Portugal e em Paris. Já por cá, para divulgação do meu trabalho mas, principalmente, para incentivo da leitura e escrita, mantenho o Projeto Escrita Fantástica que leva a escolas, instituições, centros comunitários, entre outros, o contacto com a Literatura Fantástica através de mostras de livros e na construção de uma história fantástica, em conjunto, mediante a visualização de imagens. Por outro lado, até ao final de Novembro, estão abertas as submissões de contos, exclusivamente para autores portugueses, para a antologia Insonho – Durma bem!, pela Editora Estronho, com a minha organização. Participem!
      Esta novela luso-brasileira serviu para aprender que com trabalho, dedicação, sacrifício, responsabilidade e amor pelo que se faz, consegue-se sempre, de uma forma ou de outra, atingir os objetivos a que nos propomos. Não é em Portugal? Que seja no Brasil. Não é no Brasil? Que seja na China. Não é na China? Que seja em Marte. Não é em Marte? Que… nha, vocês já entenderam J
      Um beijinho. Boas escritas e leituras.

      Valentina Silva Ferreira.