Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
Roupinhas de bebé
Saíu ontem uma pequena narrativa minha, Roupinhas de bebé, no blog Sofá dos Livros, por ocasião do seu aniversário.
Agradeço à Liliana Novais pelo convite.
Agradeço à Liliana Novais pelo convite.
7ª opinião a "Contos Breves"
Gina, a mulher que dá opinião
Aceitei o desafio da Olinda do blogue ‘rascunhos, rabiscos e limitada’. Acho que pode chamar-se desafio, afinal de contas é-me difícil dar opinião acerca da criação dalguém que conheço principalmente através do blogue, tendo forçosamente que mandar embora a hipocrisia e o medo de melindrar. Mas despi a pele de uma certa Gina que é um tanto ou quanto reservada e fiz aparecer uma outra Gina, destemida e escrevente. E vamos a isso.
Vou começar pelo pior.
O único ponto negativo foi alguns contos terminarem demasiado abruptamente. Compreendo que possa dar azo a que os leitores inventem a sua própria história a partir dum tema e cenário mas eu não gosto, fico com água na boca, sou muito apegada ao real, ou então pouco imaginativa, ou ainda muito boa ouvinte e vai daí gosto de ‘ouvir’ tudo...
Vou agora continuar com o que achei melhor, bom e muito bom.
A Olinda possui uma escrita clara e acessível. Sei que estou a repetir as opiniões doutros leitores mas é efetivamente uma das marcas da autora, mantém-se à parte daquele pretensiosismo tolo de quem quer ‘escrever bem’, usando artimanhas e floreados que quanto a mim só atrapalham e enfeiam o texto.
A autora aborda despudoradamente assuntos temíveis e/ou vergonhosos tais como o sexo e a morte. Escrever é difícil devido à exposição de sentimentos, opiniões, cenas e intimidades nossas (sim, mesmo que seja ficção) e quando chega a hora de publicar nenhum tema parece ‘normal’ e nada parece tão relativo ou tão acessível assim.
Uma das coisas mais agradáveis que verifiquei com a leitura deste livro de contos foi conseguir lê-lo sem interrupções, habitualmente sou uma leitora desconcentrada e repetidamente assaltada por pensamentos extra e posso dizer que tal não aconteceu.
Uma outra agradabilidade foi não ter tentado mudar as histórias, ou seja: tenho a mania de estar a ler e a mudar os textos na minha cabeça, do tipo ‘eu cá escrevia assim ou punha esta palavra aqui’. É esta minha característica algo presunçosa que me ajuda a decidir se compro o livro ou não, isto nas raras vezes em que ando a escolhê-los nas livrarias. Portanto: compraria o livro da Olinda.
Para finalizar a opinião, os contos que mais gostei foram: ‘Organismos’; ‘Liberdade de Escrita’; ‘Conto Quase Erótico’.
6ª opinião de "Contos Breves"
Desta vez a opinião foi colocada no Goodreads por Joana Cardoso:
Antes de mais tenho que agradecer à Olinda por esta oportunidade. Quando a vi a pedir Pre Advanced Readers para o seu livro de contos pensei, porque não? Nunca tinha feito nada semelhante e seria uma aventura interessante. Desde já pelo as minhas desculpas à autora e ao público em geral. Esta opinião deveria ter sido publicada antes de o livro ser editado, dia 23 de Outubro, mas por motivos alheios tal não me foi possível. De qualquer modo agradeço de todo o coração a oportunidade e uma vez mais peço desculpa à autora.
Para começar tenho que dizer que adorei o pequeno Prefácio escrito por Sónia Duarte, não sei bem porquê. Mas a verdade é que me senti encantada e embalada pelas palavras da Sónia.
Relativamente aos contos, ainda pensei em comentar um a um, mas são tão pequenos que qualquer comentário poderia arruinar o enredo e o seu significado. Tal como o já mencionado em outras opiniões que li o essencial destes contos são o transmitir de sabedorias, de opiniões e de pontos de vista. Como alguém disse, estes pequenos afiguram-se perfeitos para serem lidos aleatoriamente. É um livro interessante para se ter na mesa de cabeceira e ir lendo um pequeno conto de vez em quando antes de irmos para a cama. Gostei bastante da escrita da autora. Tem uma musicalidade e um encanto difícil de se conseguir em textos tão pequenos. Achei que na maioria os contos estão bem conseguidos e que este é um livro que merece ser lido.
O meu destaque vai para os contos Liberdade de Escrita, O Eremita, A Vela e A Rua do Memorial Perdido. Simplesmente adorei cada um, a maneira como está escrito, o formato em que a história é contada e o que está por trás desta. Recomendo!
Antes de mais tenho que agradecer à Olinda por esta oportunidade. Quando a vi a pedir Pre Advanced Readers para o seu livro de contos pensei, porque não? Nunca tinha feito nada semelhante e seria uma aventura interessante. Desde já pelo as minhas desculpas à autora e ao público em geral. Esta opinião deveria ter sido publicada antes de o livro ser editado, dia 23 de Outubro, mas por motivos alheios tal não me foi possível. De qualquer modo agradeço de todo o coração a oportunidade e uma vez mais peço desculpa à autora.
Para começar tenho que dizer que adorei o pequeno Prefácio escrito por Sónia Duarte, não sei bem porquê. Mas a verdade é que me senti encantada e embalada pelas palavras da Sónia.
Relativamente aos contos, ainda pensei em comentar um a um, mas são tão pequenos que qualquer comentário poderia arruinar o enredo e o seu significado. Tal como o já mencionado em outras opiniões que li o essencial destes contos são o transmitir de sabedorias, de opiniões e de pontos de vista. Como alguém disse, estes pequenos afiguram-se perfeitos para serem lidos aleatoriamente. É um livro interessante para se ter na mesa de cabeceira e ir lendo um pequeno conto de vez em quando antes de irmos para a cama. Gostei bastante da escrita da autora. Tem uma musicalidade e um encanto difícil de se conseguir em textos tão pequenos. Achei que na maioria os contos estão bem conseguidos e que este é um livro que merece ser lido.
O meu destaque vai para os contos Liberdade de Escrita, O Eremita, A Vela e A Rua do Memorial Perdido. Simplesmente adorei cada um, a maneira como está escrito, o formato em que a história é contada e o que está por trás desta. Recomendo!
Opiniões que nos tocam
Felizmente a maioria das opiniões que tenho recebido do meu livro "Contos Breves" têm sido positivas. Já houve uma opinião negativa, em que a leitora não apreciou o género de conto curto. Essa opinião não chegou a ser publicada pela leitora.
Uma das últimas opiniões que recebi deixou-me um pouco surpreendida, pela positiva. A leitora decidiu focalizar as referências que identificou no texto. Confesso que, por já ter escrito os contos há muitos anos, e por não ser "fundamentalista" das referências, que não me lembrava de situações, na verdade, óbvias.
Acontece que tudo o que a leitora descobriu, tem de facto, muito a ver comigo. Não só na altura em que escrevi os textos, como ainda agora, apesar de tudo o que amadureci desde então.
A minha veia activista e revolucionária: o meu inconformismo da infância e adolescência nunca passou.
Referências a locais de Lisboa: sempre gostei muito de Lisboa, e acho agora que ainda não fiz juz a uma Lisboa que conheci quando era criança.
Referências a clássicos da Literatura Latina: sem dívida uma paixão dos meus tempos de Faculdade.
Referências a peças de teatro: gosto muito de teatro, mas infelizmente não tenho grande oportunidade de assistir a peças.
Sophia de Mello Breyner Andresen: uma das minhas influências assumidas.
Não se esqueçam de passar pelo blog da Cristina Moital Luiz e ler a sua maravilhosa opinião!
Uma das últimas opiniões que recebi deixou-me um pouco surpreendida, pela positiva. A leitora decidiu focalizar as referências que identificou no texto. Confesso que, por já ter escrito os contos há muitos anos, e por não ser "fundamentalista" das referências, que não me lembrava de situações, na verdade, óbvias.
Acontece que tudo o que a leitora descobriu, tem de facto, muito a ver comigo. Não só na altura em que escrevi os textos, como ainda agora, apesar de tudo o que amadureci desde então.
A minha veia activista e revolucionária: o meu inconformismo da infância e adolescência nunca passou.
Referências a locais de Lisboa: sempre gostei muito de Lisboa, e acho agora que ainda não fiz juz a uma Lisboa que conheci quando era criança.
Referências a clássicos da Literatura Latina: sem dívida uma paixão dos meus tempos de Faculdade.
Referências a peças de teatro: gosto muito de teatro, mas infelizmente não tenho grande oportunidade de assistir a peças.
Sophia de Mello Breyner Andresen: uma das minhas influências assumidas.
Não se esqueçam de passar pelo blog da Cristina Moital Luiz e ler a sua maravilhosa opinião!
5ª Opinião de "Contos Breves"
Esta em especial deixou-me completamente maravilhada, porque a leitora, Cristina Moital Luiz, não se fica pela leitura e opinião. Vai à procura das referências do texto, e faz com isso um trabalho muito bonito. Vale mesmo a pena conhecer o seu blog, Linked Books.
Linked by...
Este livro é um link inicial (a que costumamos chamar por aqui "First Link"). Constitui o primeiro elo de mais uma cadeia de links.
Os "First Links" chegam ao blogue por duas vias distintas: ou por forte sugestão dos nossos seguidores, ou porque o exemplar nos foi oferecido ou ganho (passatempos, concursos, etc).
Linked people...
Linked historical events...
Linked music...
Linked poetry...
Contos Breves - Olinda P. Gil
Este livro é um link inicial (a que costumamos chamar por aqui "First Link"). Constitui o primeiro elo de mais uma cadeia de links.
Os "First Links" chegam ao blogue por duas vias distintas: ou por forte sugestão dos nossos seguidores, ou porque o exemplar nos foi oferecido ou ganho (passatempos, concursos, etc).
Neste caso aconteceu uma mistura das duas. A autora do livro, é seguidora do blogue, e solicitou ajuda a diversos "Pre Advanced Readers" para lerem o seu livro antes de ser lançado, e darem a sua opinião. Julguei que este blogue poderia ajudar nessa tarefa, pelo que me propus a lê-lo, e prontamente a autora nos enviou o seu livro.
Existem outros livros já lidos pelo blogue a aguardar post, mas foi dada prioridade a este título uma vez que o seu lançamento se prevê para o final do mês (a partir de 23 de Outubro).
Linked opinion...
Esta foi uma experiência de leitura bastante agradável, por vários motivos.
O livro reúne 31 contos escritos pela autora entre o final da sua adolescência e o início da idade adulta. A maioria deles escritos para o DN Jovem, com o qual Olinda P. Gil colaborou. Como o título indica, são contos bastante curtos. Este formato foi logo o primeiro motivo de satisfação, pois agradou-me bastante.
Os contos, apesar de "breves" e de linguagem simples, são histórias completas, profundas e incisivas, que deixam ao leitor um trabalho de "digestão" muito interessante. Na maioria das histórias, a "reflexão pós conto" é uma experiência tão agradável ou mais ainda do que a leitura do conto em si mesma.
Os contos, apesar de "breves" e de linguagem simples, são histórias completas, profundas e incisivas, que deixam ao leitor um trabalho de "digestão" muito interessante. Na maioria das histórias, a "reflexão pós conto" é uma experiência tão agradável ou mais ainda do que a leitura do conto em si mesma.
Claro está, que nem todos os contos me tocaram da mesma forma. Mas esta diversidade que caracteriza o conjunto em termos de estrutura, de temática e de mensagem, constituiu um aspecto interessante e agradável para mim enquanto leitora.
A morte e a sexualidade são temáticas com uma presença bastante assídua, o que se coaduna com a época da vida da autora em que os contos foram escritos. Na minha opinião, pensar a morte é também um esforço necessário para entender a vida. Esse exercício, não é algo muito apelativo para a maioria dos indivíduos, que compreensivelmente, optam por evitar os assuntos potencialmente propiciadores de mal estar. Aqui a autora não foge aos assuntos mais incómodos, antes pelo contrário, e conduz o leitor a confrontar-se com as dúvidas e angústias dos seus personagens. Considero esse aspecto muito positivo. Em relação à temática morte, o único reparo que tenho fazer é que algumas vezes me pareceu que serviu como "Deus Ex" em alguns contos.
As emoções e os sentimentos são uma constante durante toda a leitura. Alguns contos senti-os como bastante enternecedores e comoventes, e outros bastante originais. Existe também uma mensagem em todos eles. Em alguns a mensagem surge de forma mais directa, noutros, o leitor é forçado a aventurar-se na sua descoberta.
O estilo de escrita simples e directo da autora, mas não leviano, é algo que me aproximou ainda mais desta leitura. Julgo que o facto de ser alentejana como a Olinda e ter lido algumas expressões tão características do nosso Alentejo, me levou a uma empatia mais imediata, que ajudou à compreensão dos textos, sem contudo enviesar em demasia a minha perspectiva.
Quanto à classificação a dar a este livro na plataforma Goodreads, tive algum dificuldade devido ao formato do livro, ou seja, por ser composto por contos. Assim decidi fazer o seguinte: pontuar cada um dos contos com o critério Goodreads, e depois utilizar a moda para classsificar o livro. Desta forma, por ter pontuado maior número de contos com 4 estrelas (really liked it) , o livro ficou com esta classificação final.
Os contos que eu "really liked it" foram os seguintes:
- "A Vela"
- "No Dia em que as Espingardas atiraram Flores em vez de Balas"
- "Agora para mim, afinal o tempo existe"
- "Como lhe dizer que o amo"
- "A Rua do Memorial Perdido"
- "Morreste"
- "Menina que te Foste Embora"
- "Sophia"
- "Numa Pastelaria"
- "Conto quase Erótico"
- "Comemoração"
- "Palestra"
Resumindo, um bom livro, que proporciona momentos agradáveis, quer durante a sua leitura, quer depois na reflexão/discussão que pode proporcionar. Uma autora com talento, a qual espero voltar a ler.
Não quero também deixar passar a ilustração da capa sem uma nota de apreço à ilustradora Cláudia Banza. Como já foi notado em algumas opiniões na Goodreads com as quais concordo, ilustrações no interior do livro poderiam ser uma mais valia preciosa.
Não quero também deixar passar a ilustração da capa sem uma nota de apreço à ilustradora Cláudia Banza. Como já foi notado em algumas opiniões na Goodreads com as quais concordo, ilustrações no interior do livro poderiam ser uma mais valia preciosa.
Linked books...
Carmina - Gaio Valério Catulo (mencionado no conto "Menina que te Foste Embora")
Romeu e Julieta - William Shakespeare (mencionado no conto "Clube de Teatro")
Rei Édipo - Sófocles (Édipo foi mencionado no conto "Clube de Teatro". Apesar de Édipo não ser personagem apenas nesta tragédia, julgo que se pode dizer que esta é a peça pela qual ficou mais conhecido)
Filodemo - Luis de Camões (mencionado no conto "Clube de Teatro")
Contos Exemplares - Sophia de Mello Breyner Andersen . Todo o conto "Sophia" é dedicado a esta autora. Uma vez aqui no blogue não existia ainda nada desta autora, resolvi aproveitar esta referência, para incluir uma das suas obras nas nossas intenções de leitura. Os "Contos Exemplares" pareceram-me adequados, em primeiro lugar por se tratar também um livro de contos (como este) , e em segundo por ser recomendado no Programa de Português para o 3.º Ciclo do Ensino Básico (a autora deste livro, Olinda P. Gil, é professora de português).
Contos Exemplares - Sophia de Mello Breyner Andersen . Todo o conto "Sophia" é dedicado a esta autora. Uma vez aqui no blogue não existia ainda nada desta autora, resolvi aproveitar esta referência, para incluir uma das suas obras nas nossas intenções de leitura. Os "Contos Exemplares" pareceram-me adequados, em primeiro lugar por se tratar também um livro de contos (como este) , e em segundo por ser recomendado no Programa de Português para o 3.º Ciclo do Ensino Básico (a autora deste livro, Olinda P. Gil, é professora de português).
Linked places...
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| Igreja de Nossa Senhora dos Mártires (mencionada no conto "Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires") |
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| Fernando Pessoa no Largo do Chiado (mencionado no conto "Na Basílica de Nossa Senhora dos Mártires") |
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| Safo de Lesbos (a primeira poetisa, é mencionada no conto "Menina que te foste embora", com a frase "Mas é Catulo. Louco por Lésbia como eu louco por ti." |
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| Sophia de Mello Breyner Andresen (todo o conto "Sophia" lhe é dedicado) |
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| Gaio Valério Catulo (mencionado no conto "Menina que te foste embora") |
| Fernando Pessoa |
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| Maio de 1968 (mencionado no conto "Agora, para mim, afinal o tempo existe") |
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| 25 de Abril de 1974(mencionado no conto "Agora, para mim, afinal o tempo existe" e "No dia em que as espingardas atiraram flores em vez de balas") |
Bach foi mencionado no conto "Interseccionismo" : "Confundo o som de uma sonata de Bach, e já não sei se a tenho a tocar, se é no livro que a tocam". Escolhi este video para representar esta referência.
Poesia de Gaio Valério Catulo
(mencionada no conto "Menina que te foste embora": "Espera-me aquele Catulo feliz, dos “basia mille”)
CARME 5
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POEMA 5
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| Vivamus, mea Lesbia, atque amemus, Rumoresque senum severiorum Omnes occidere aestimemus assis. Soles occidere et redire possunt: nobis cum semel occidit brevis lux, nox est perpetua una dormienda. da mi basia mille, deinde centum, dein mille altera, dein secunda centum, deinde usque altera mille, deinde centum. dein, cum milia multa fecerimus, conturbabimus illa, ne sciamus, aut ne quis malus invidere possit, cum tantum sciat esse basiorum. |
Vivamos, minha Lésbia, e nos amemos.
E aos conselhos dos velhos mais severos Nem ouvidos a eles nós daremos. Porque o sol todo dia nasce e morre: E a nossa luz brevíssima será, Pois nós apenas uma vez morremos. Portanto, dá-me mil e mais mil beijos, Depois, dar-me-hás cem e mais cem mil. Pois, quantos beijos mais viermos a dar, Perderemos a conta dos desejos. Todos, assim, iremos confundir, Para que ninguém nos possa invejar, De quantos foram nossos longos beijos. |
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