Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
Participação na revista InComunidade
Deixo-vos aqui mais uma participação na revista InComunidade, com mais uma pequena narrativa e um poema.
Sem desculpas para não ler contos
Há muito tempo que queria fazer este post. Acontece que, conforme pesquisava encontrava mais e mais coisas. Em resumo: tenho agora montes de coisas no Evernote para ler sobre "conto".
Entretanto apareceram em vários blogs post's com dicas de leituras de contos, direccionadas para o conto contemporâneo, mostrando diversas hipóteses de leitura através do descarregamento de ebooks gratuitos. Tenho muito a agradecer, pois os meus ebooks estiveram incluídos.
Contudo o que eu queria fazer é diferente. Queria mostrar vários livros de contos, gratuítos, mas que estivessem já em domínio público. Acabo por não vos dar muita coisa. Encontrei alguns livros disponíveis, de autores mais recentes, mas eram pirateados...Há também documentos disponíveis em PDF que não partilhei aqui.
Quanto à minha investigação: tenho muito para ler e muitas ideias na cabeça.
Seja como for, e para quem está interessado em contos, isto pode ser um começo.
Autores Portugueses:
Trindade Coelho - Os meus amores: contos e balladas.
Eça de Queirós - Contos
António Patrício - Serão Inquieto
Almada Negreiros - K4 O Quadrado Azul
José Rodrigues Miguéis - Gente da Terceira Classe - este livro não deve estar de domínio público, contudo o livro é legal (Instituto Camões).
Autores Brasileiros:
Machado de Assis - Histórias sem data
Simões Lopes Neto - Lendas do Sul
Entretanto apareceram em vários blogs post's com dicas de leituras de contos, direccionadas para o conto contemporâneo, mostrando diversas hipóteses de leitura através do descarregamento de ebooks gratuitos. Tenho muito a agradecer, pois os meus ebooks estiveram incluídos.
Contudo o que eu queria fazer é diferente. Queria mostrar vários livros de contos, gratuítos, mas que estivessem já em domínio público. Acabo por não vos dar muita coisa. Encontrei alguns livros disponíveis, de autores mais recentes, mas eram pirateados...Há também documentos disponíveis em PDF que não partilhei aqui.
Quanto à minha investigação: tenho muito para ler e muitas ideias na cabeça.
Seja como for, e para quem está interessado em contos, isto pode ser um começo.
Autores Portugueses:
Trindade Coelho - Os meus amores: contos e balladas.
Eça de Queirós - Contos
António Patrício - Serão Inquieto
Almada Negreiros - K4 O Quadrado Azul
José Rodrigues Miguéis - Gente da Terceira Classe - este livro não deve estar de domínio público, contudo o livro é legal (Instituto Camões).
Autores Brasileiros:
Machado de Assis - Histórias sem data
Simões Lopes Neto - Lendas do Sul
Assuntos de Escrita - Entrevista com Rute Canhoto
Rute Canhoto é autora da série Perdidos (tenho já publicado dos dois primeiros volumes, Perdidos e Esquecidos). Os seu títulos estão disponíveis na Euedito e na Smashwords. A autora, que gentilmente aceitou ser entrevistada para a nossa rubrica, Assuntos de Escrita, também mantém um blog. Assuntos de Escrita (AE): Há bem pouco tempo lançaste o 2º volume da tua série "Perdidos", o livro "Esquecidos". Como está a ser a receptividade da obra?
Rute Canhoto (RC): A receptividade está a ser boa e tenho tido bom feedback, principalmente em Alcácer do Sal, certamente por ser a área geográfica visada na história e é a população local que mais exemplares adquire.
(AE): Há alguma coisa em termos de marketing que tenhas feito ou vás fazer de modo diferente em relação ao livro que publicaste antes?
(RC): Não. Vou seguir os mesmos trâmites que no anterior, talvez até divulgando um bocadinho menos, pois o primeiro volume existe em inglês e este só existe em português. Quando terminar a trilogia, logo traduzo tudo.
(AE): Na escrita deste livro deixaste-te influenciar pelas opiniões dos leitores ou deixaste que esse papel fosse exclusivo de pessoas da tua confiança?
(RC):As opiniões são uma coisa muito subjetiva e que nos podem dar cabo da cabeça. O que para um está ótimo, para outro está horrível. Quando começaram a surgir as críticas ao “Perdidos”, nunca o ditado de que não é possível agradar a gregos e troianos fez tanto sentido para mim. Se houve algumas pessoas que adoraram, outras detestaram e criticaram até doer. De qualquer modo, peguei nas opiniões dos leitores e tentei limar a história um pouco, embora mantendo a minha linha de pensamento, afinal, para mim, a história está completa na minha cabeça; apenas tenho de ter mais atenção ao processo de escrita e, aqui e além, vou mudando algumas coisas conforme me vão sendo sugeridas.
(AE):Há alguma diferença entre as vendas em papel e em ebook?
(RC):Sem dúvida. As vendas em papel ultrapassam largamente as vendas em formato digital, mas acredito que é sempre bom termos as duas vertentes disponíveis, por isso vou continuar a apostar em ambas.
Divorciado
Os pais pensavam que ele estudava como um maluco, mas na verdade ele tinha uma facilidade natural. Acostumou-se a usar isto em seu favor, especialmente no Ensino Secundário e na Universidade. Muitas vezes dizia que ia estudar quando na verdade ia jogar bilhar ou sair à noite com os amigos. Os pais, sempre orgulhosos com os seus resultados e esperançosos com o seu futuro, faziam-lhe tudo o que ele queria e até lhe adivinhavam desejos. As panquecas quentes ao pequeno-almoço de fim-de-semana. O caldo de galinha depois de uma dessas noites de estudo.
Hoje é divorciado e um advogado de sucesso. A mãe vai ao seu apartamento, onde ele vive sozinho, fazer as limpezas. Passa-lhe a roupa a ferro, deixa-lhe comida no frigorífico. O pai leva-lhe o carro à inspecção quando é preciso, e ao fim-de-semana dá-lhe uma aspiradela.
Ao sábado de manhã vai ter com os pais. Têm sempre algum mimo apesar de ele já não ter idade para mimos. Panquecas, bolo de chocolate, bolachas de gengibre.
Ao sábado à noite sai com os amigos. Apanha uma bebedeira ou arranja uma namorada ocasional. Pode passar o domingo a dormir e a ressacar, sem problema.
Hikikomori
![]() |
| daqui:http://akashicrecords.wordpress.com/2011/01/02/welcome-to-the-nhk-review/ |
Divorciado, na casa dos quarenta anos, classe média alta. Ou pelo menos tinha sido, quando vivera com aquela que fora a sua esposa e trabalhara como técnico informático.
Agora vivia no Japão. Não tinham sido vicissitudes da vida que o levaram até lá. Nem sequer foram as vicissitudes que o levaram ao divórcio, ou o divórcio que o levara ao Japão. Tinham sido antes altos e baixos existentes entre o seu ego e alter ego que, em vez de melhorarem, pioravam com a idade. Os quarenta anos pareciam ter sido a gota de água.
Hikikomori, ou fobia social, para nós. Vivia no seu apartamento apertado como um funil em Tóquio. Tinha ligação à internet, ia às redes sociais ver as publicações da ex-mulher. Havia uma japonesa, na casa dos sessenta anos, que lhe fazia os recados e lhe trazia do exterior tudo o que ele precisava. Se ela sabia alguma língua ocidental que ele soubesse, ou se ele sabia japonês, não é do nosso conhecimento. Mas havia entre eles alguma forma de entendimento.
Também não estamos informados de como foi ele parar ao Japão, ou como ganhava ele a vida. Sendo técnico informático imaginamos que viva dos dividendos de algum software que criou. Ou lhe saiu o dinheiro nalgum jogo ou lotaria. Sabemos só que está em Tóquio, a ver filmes antigos e a ler policiais publicados em colecções já extintas. E a viajar no Google Earth.
Quando chove vai para a varanda apanhar os pingos de chuva. Quando faz frio procura ali arrefecer as orelhas, e em dias de sol sintetiza vitamina D. E imagina os jardins japoneses repletos de amendoeiras.
Poema e pequeno conto meu na revista InComunidade
Este mês houve novo convite, desta vez da revista InComunidade na qual participei também com muito gosto. Por lá podem ler o meu poema mtDNA Halogroup H1 e o meu pequeno conto Diáspora.
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