Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
Lembro-me dela há uns anos atrás, fresca e agradável. Apesar dos traços pouco graciosos achei-a a bela como as flores. Hoje ela é como aqueles ramos secos e conservados que gostamos de manter em jarras. Forte, resistente. Passaram vinte anos? Talvez nem tanto. Mas ela continuou a lutar todos os dias pela vida menos escorreita que não tem tido. Talvez seja uma mulher antes do tempo, que tenha sofrido os males da crise antes mesmo dela ter chegado. Mas continua a sorrir.
Leitores: Roberta Frontini (blog Flames)
Para a nossa rubrica do blog, leitores, convidámos a blogger e leitora Roberta Frontini para responder às nossas perguntas. A Roberta mostra as suas leituras no blog Flames.
Que sentimentos procuras que um livro te deixe?
Gosto que os livros "mexam" comigo e me alterem. Posso dizer que houve livros que mudaram a minha vida, ou pela "ligação" que criei com as personagens ou pelo que aprendi com eles. De qualquer das formas, quando leio procuro um escape ao mundo real. Gosto de me pôr a ler e me esquecer de quem sou, do mundo em que vivo, ou dos problemas que tenho. Gosto de ser transportada para outra realidade e acho que é isso que procuro de cada vez que abro um livro. Depois, independentemente de tudo, gosto que um livro me dê emoções, sejam elas a tristeza, a alegria, a raiva... não importa se são boas ou más...
A leitura, para ti, é uma companhia, um escape, uma busca pelo mundo sem sair de casa ou tudo isto?
Penso que acabei por responder um pouco a esta questão. É claramente um escape! Gosto de me deitar e ver tudo a desaparecer à minha volta. A leitura é a única coisa que me permite isso. Mas é também, claramente, uma companhia. Nunca saio de casa sem um livro. O facto de ter sido filha única com poucas crianças à minha volta para brincar, fez-me olhar para os livros como um poço cheio de personagens que eu poderia adoptar na minha vida.
Quando fores velhinho/a e já não vires bem as letras o que vais fazer à tua vida de leitor/a?
Por estranho que pareça, esta é uma questão que me coloco muitas vezes. Todas as coisas que mais amo envolvem a visão: leitura, ponto de cruz, informática... enfim. Desde cedo que a minha mãe "ralha" comigo por esforçar tanto a vista. Felizmente hoje vivemos na Era da tecnologia e tenho em mim que as coisas vão mudar, e muito, nos próximos anos. Se eu chegar a ser velhinha e não vir bem as letras, vou-me virar para os audio-books. Nunca gostei muito, mas reconheço o seu valor. Vai ser o meu escape. Se conseguisse alguém para me ler seria fabuloso! Mas daqui até a chegar a velhinha ainda vão faltar uns anos. Com sorte quando chegar lá já inventaram uma maneira para combater o facto de "não ver bem as letras" .
Por estranho que pareça, esta é uma questão que me coloco muitas vezes. Todas as coisas que mais amo envolvem a visão: leitura, ponto de cruz, informática... enfim. Desde cedo que a minha mãe "ralha" comigo por esforçar tanto a vista. Felizmente hoje vivemos na Era da tecnologia e tenho em mim que as coisas vão mudar, e muito, nos próximos anos. Se eu chegar a ser velhinha e não vir bem as letras, vou-me virar para os audio-books. Nunca gostei muito, mas reconheço o seu valor. Vai ser o meu escape. Se conseguisse alguém para me ler seria fabuloso! Mas daqui até a chegar a velhinha ainda vão faltar uns anos. Com sorte quando chegar lá já inventaram uma maneira para combater o facto de "não ver bem as letras" .
Participação na revista InComunidade
Deixo-vos aqui mais uma participação na revista InComunidade, com mais uma pequena narrativa e um poema.
Sem desculpas para não ler contos
Há muito tempo que queria fazer este post. Acontece que, conforme pesquisava encontrava mais e mais coisas. Em resumo: tenho agora montes de coisas no Evernote para ler sobre "conto".
Entretanto apareceram em vários blogs post's com dicas de leituras de contos, direccionadas para o conto contemporâneo, mostrando diversas hipóteses de leitura através do descarregamento de ebooks gratuitos. Tenho muito a agradecer, pois os meus ebooks estiveram incluídos.
Contudo o que eu queria fazer é diferente. Queria mostrar vários livros de contos, gratuítos, mas que estivessem já em domínio público. Acabo por não vos dar muita coisa. Encontrei alguns livros disponíveis, de autores mais recentes, mas eram pirateados...Há também documentos disponíveis em PDF que não partilhei aqui.
Quanto à minha investigação: tenho muito para ler e muitas ideias na cabeça.
Seja como for, e para quem está interessado em contos, isto pode ser um começo.
Autores Portugueses:
Trindade Coelho - Os meus amores: contos e balladas.
Eça de Queirós - Contos
António Patrício - Serão Inquieto
Almada Negreiros - K4 O Quadrado Azul
José Rodrigues Miguéis - Gente da Terceira Classe - este livro não deve estar de domínio público, contudo o livro é legal (Instituto Camões).
Autores Brasileiros:
Machado de Assis - Histórias sem data
Simões Lopes Neto - Lendas do Sul
Entretanto apareceram em vários blogs post's com dicas de leituras de contos, direccionadas para o conto contemporâneo, mostrando diversas hipóteses de leitura através do descarregamento de ebooks gratuitos. Tenho muito a agradecer, pois os meus ebooks estiveram incluídos.
Contudo o que eu queria fazer é diferente. Queria mostrar vários livros de contos, gratuítos, mas que estivessem já em domínio público. Acabo por não vos dar muita coisa. Encontrei alguns livros disponíveis, de autores mais recentes, mas eram pirateados...Há também documentos disponíveis em PDF que não partilhei aqui.
Quanto à minha investigação: tenho muito para ler e muitas ideias na cabeça.
Seja como for, e para quem está interessado em contos, isto pode ser um começo.
Autores Portugueses:
Trindade Coelho - Os meus amores: contos e balladas.
Eça de Queirós - Contos
António Patrício - Serão Inquieto
Almada Negreiros - K4 O Quadrado Azul
José Rodrigues Miguéis - Gente da Terceira Classe - este livro não deve estar de domínio público, contudo o livro é legal (Instituto Camões).
Autores Brasileiros:
Machado de Assis - Histórias sem data
Simões Lopes Neto - Lendas do Sul
Assuntos de Escrita - Entrevista com Rute Canhoto
Rute Canhoto é autora da série Perdidos (tenho já publicado dos dois primeiros volumes, Perdidos e Esquecidos). Os seu títulos estão disponíveis na Euedito e na Smashwords. A autora, que gentilmente aceitou ser entrevistada para a nossa rubrica, Assuntos de Escrita, também mantém um blog. Assuntos de Escrita (AE): Há bem pouco tempo lançaste o 2º volume da tua série "Perdidos", o livro "Esquecidos". Como está a ser a receptividade da obra?
Rute Canhoto (RC): A receptividade está a ser boa e tenho tido bom feedback, principalmente em Alcácer do Sal, certamente por ser a área geográfica visada na história e é a população local que mais exemplares adquire.
(AE): Há alguma coisa em termos de marketing que tenhas feito ou vás fazer de modo diferente em relação ao livro que publicaste antes?
(RC): Não. Vou seguir os mesmos trâmites que no anterior, talvez até divulgando um bocadinho menos, pois o primeiro volume existe em inglês e este só existe em português. Quando terminar a trilogia, logo traduzo tudo.
(AE): Na escrita deste livro deixaste-te influenciar pelas opiniões dos leitores ou deixaste que esse papel fosse exclusivo de pessoas da tua confiança?
(RC):As opiniões são uma coisa muito subjetiva e que nos podem dar cabo da cabeça. O que para um está ótimo, para outro está horrível. Quando começaram a surgir as críticas ao “Perdidos”, nunca o ditado de que não é possível agradar a gregos e troianos fez tanto sentido para mim. Se houve algumas pessoas que adoraram, outras detestaram e criticaram até doer. De qualquer modo, peguei nas opiniões dos leitores e tentei limar a história um pouco, embora mantendo a minha linha de pensamento, afinal, para mim, a história está completa na minha cabeça; apenas tenho de ter mais atenção ao processo de escrita e, aqui e além, vou mudando algumas coisas conforme me vão sendo sugeridas.
(AE):Há alguma diferença entre as vendas em papel e em ebook?
(RC):Sem dúvida. As vendas em papel ultrapassam largamente as vendas em formato digital, mas acredito que é sempre bom termos as duas vertentes disponíveis, por isso vou continuar a apostar em ambas.
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