Digam-me qual é o país da primavera. Digam-me que campos se cobrem de flores pelo Natal. Contem-me onde se constroem grinaldas pelo Carnaval e o novo ano começa no dia da espiga. Digam-me onde os dias têm as mesmas horas da noite. Onde ao final do dia cheira a perfume, onde as madrugadas só têm nevoeiros leves. Que país é esse em que as raparigas não têm biquinis mas sim casaquinhos de renda de todas as cores? Onde na praia se acendem fogueiras, se fazem jogos e se dança toda a noite. Digam-me, por favor, quero ir para lá viver.
Autora de "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas.
Leitores: Carla Soares (Monster Blues)
Para a nossa rubrica do blog, leitores, convidámos a blogger, leitora e escritora Carla Soares para responder às nossas perguntas. A Carla mostra as suas leituras no blog Monster Blues.
Que sentimentos procuras que um livro te deixe?
Para mim, um livro tanto pode ser uma fonte de entretenimento puro, como um desafio, seja intelectual ou emocional. Posso acabar um livro bem disposta, confortada, perturbada, irritada, angustiada, mas tem que fazer-me sentir, ponto final. É ainda melhor se, como escritora, me embaraçar, de tão bom, e me inspirar ou me ensinar alguma coisa sobre a escrita, Mas para apreciar uma leitura, não precisa de ser sempre uma obra prima. Aquilo que preciso que um livro me dê depende muito do momento em que estou e portanto, as minhas escolhas variam muito. Por outro lado, não insisto num livro que não me oferece aquilo de que necessito nesse momento ou que me aborrece. Tenho colocado uns quantos de parte…
Para mim, um livro tanto pode ser uma fonte de entretenimento puro, como um desafio, seja intelectual ou emocional. Posso acabar um livro bem disposta, confortada, perturbada, irritada, angustiada, mas tem que fazer-me sentir, ponto final. É ainda melhor se, como escritora, me embaraçar, de tão bom, e me inspirar ou me ensinar alguma coisa sobre a escrita, Mas para apreciar uma leitura, não precisa de ser sempre uma obra prima. Aquilo que preciso que um livro me dê depende muito do momento em que estou e portanto, as minhas escolhas variam muito. Por outro lado, não insisto num livro que não me oferece aquilo de que necessito nesse momento ou que me aborrece. Tenho colocado uns quantos de parte…
A leitura, para ti, é uma companhia, um escape, uma busca pelo mundo sem sair de casa ou tudo isto?
Tudo isso? Não, não é verdade. Não a sinto como uma companhia, um escape talvez… bom, se me pusesse a analisar, talvez fosse todas essas coisas, mas não penso nela como coisa nenhuma. É necessária para mim, uma forma de aprendizagem e um grande prazer, e não creio que tenha que ser mais nada.
Quando fores velhinho/a e já não vires bem as letras o que vais fazer à tua vida de leitor/a?
Comprar óculos mais grossos? Usar o e-reader, aumentando a letra? Pagar aos netos ou bisnetos em bolos e doces para lerem para mim? Assim até matava dois coelhos de uma só cajadada: continuava a ter o prazer dos livros e ensinava-o a mais alguém! Mas… e se também já não conseguir escerever? Aiii…
Comprar óculos mais grossos? Usar o e-reader, aumentando a letra? Pagar aos netos ou bisnetos em bolos e doces para lerem para mim? Assim até matava dois coelhos de uma só cajadada: continuava a ter o prazer dos livros e ensinava-o a mais alguém! Mas… e se também já não conseguir escerever? Aiii…
Assuntos de Escrita - Entrevista com Samuel Pimenta
Samuel Pimenta é o autor das obras "O Relógio" e "Geo Metria". Foi recentemente indicado pela Literarte (Associação Internacional de Escritores e Artistas - Brasil) para receber a Comenda Luis Vaz de Camões. Também mantém um blog, organiza tertúlias literárias e aceitou gentilmente ser entrevistado para a nossa rubrica, Assuntos de Escrita.
Assuntos de Escrita (AE) -Verifiquei que no teu percurso literário já acumulaste uma série de prémios. Como foi que se deu o salto de escritor anónimo para escritor laureado?
Samuel Pimenta (SP) - Comecei desde cedo a ter algum reconhecimento pela minha escrita, o primeiro prémio foi num concurso regional, ainda não era um autor publicado, sequer. Mas o prémio que foi determinante para mim e que me ajudou a ganhar alguma projecção, embora já não fosse um autor anónimo, foi o Jovens Criadores, em 2012.
(AE) - A Comenda Luís Vaz de Camões que te vai ser entregue pela Literarte, não foi só pelos teus escritos, mas também pelo teu trabalho nas tertúlias literárias. Como começou esse teu percurso nas tertúlias?
(SP) - Comecei a organizar tertúlias quinzenais a 21 de Junho de 2012, em Lisboa, no Zazou Bazar & Café, ainda sob a gerência de Mónica Santos e Mónica Dias, criadoras do Zazou, de quem acabei por me tornar amigo. Saí precisamente um ano depois, quando a gerência mudou, e agora estou no Bar do Teatro Rápido mensalmente, além de outras tertúlias que organizo pontualmente por todo o país. A ideia de organizar estes encontros literários surgiu da necessidade que eu senti de partilhar os meus textos, bem como de proporcionar a oportunidade de outras pessoas partilharem os seus textos, num espaço que fosse informal e intimista. Tem corrido muito bem, até agora.
(AE) - Ultimamente tem saído nos media matéria sobre tertúlias literárias. Recentemente, as tuas tertúlias até foram faladas num jornal português. Parecem ser uma tendência. Porque achas que se está a revitalizar este modo de difundir a literatura?
(SP) - Penso que as tertúlias se estão a revitalizar, acima de tudo, porque são uma forma de humanizar a Literatura, torná-la vivível. Quem gosta de Literatura, certamente gostará de fazer parte da História da Literatura e participar em tertúlias é uma forma de integrar essa História, de contribuir para a sua evolução, em vez da sua cristalização. É uma forma de cidadania activa em prol da cultura de um país.
(AE) - Mesmo assim a poesia lê-se pouco. Porque será?
(SP) - Porque não há uma educação para a poesia, para a Arte. Muitas pessoas não lêem poesia porque dizem não conseguir decifrar o que o poeta quer dizer, pensam que ler poesia é conseguir decifrar a mensagem do poeta, como se fosse um jogo. Como outra obra de Arte, a poesia procura dialogar connosco, estabelecer uma conversa, seja pela mera contemplação ou pelo debate de conceitos. E isto não é ensinado nas escolas! Curioso é notar, nas tertúlias, por exemplo, pessoas adultas que não gostavam de ler poesia e que, perante o prazer de apreciar o poema transposto para a oralidade, através da leitura e discussão, começam a comprar livros de poesia.
(AE) -Do que li sobre ti houve algo que não consegui deslindar: qual a tua ligação a Moçambique?
(SP) - Essa questão deve estar relacionada com a homenagem que o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora me fez no ano passado, na Fundação José Saramago, em que fui nomeado Sócio Honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Essa homenagem veio no seguimento do trabalho de divulgação e de valorização da Lusofonia que tenho vindo a fazer com as tertúlias que organizo, onde também já recebi alguns escritores moçambicanos. Moçambique está ligado a mim por ambos integrarmos a Lusofonia, assim como estou ligado a Angola, Brasil, Timor ou Cabo Verde. Temos laços culturais que nos ligam, entre os quais se impõe a Língua que temos em comum.
Assuntos de Escrita (AE) -Verifiquei que no teu percurso literário já acumulaste uma série de prémios. Como foi que se deu o salto de escritor anónimo para escritor laureado?
Samuel Pimenta (SP) - Comecei desde cedo a ter algum reconhecimento pela minha escrita, o primeiro prémio foi num concurso regional, ainda não era um autor publicado, sequer. Mas o prémio que foi determinante para mim e que me ajudou a ganhar alguma projecção, embora já não fosse um autor anónimo, foi o Jovens Criadores, em 2012.
(AE) - A Comenda Luís Vaz de Camões que te vai ser entregue pela Literarte, não foi só pelos teus escritos, mas também pelo teu trabalho nas tertúlias literárias. Como começou esse teu percurso nas tertúlias?
(SP) - Comecei a organizar tertúlias quinzenais a 21 de Junho de 2012, em Lisboa, no Zazou Bazar & Café, ainda sob a gerência de Mónica Santos e Mónica Dias, criadoras do Zazou, de quem acabei por me tornar amigo. Saí precisamente um ano depois, quando a gerência mudou, e agora estou no Bar do Teatro Rápido mensalmente, além de outras tertúlias que organizo pontualmente por todo o país. A ideia de organizar estes encontros literários surgiu da necessidade que eu senti de partilhar os meus textos, bem como de proporcionar a oportunidade de outras pessoas partilharem os seus textos, num espaço que fosse informal e intimista. Tem corrido muito bem, até agora.
(AE) - Ultimamente tem saído nos media matéria sobre tertúlias literárias. Recentemente, as tuas tertúlias até foram faladas num jornal português. Parecem ser uma tendência. Porque achas que se está a revitalizar este modo de difundir a literatura?
(SP) - Penso que as tertúlias se estão a revitalizar, acima de tudo, porque são uma forma de humanizar a Literatura, torná-la vivível. Quem gosta de Literatura, certamente gostará de fazer parte da História da Literatura e participar em tertúlias é uma forma de integrar essa História, de contribuir para a sua evolução, em vez da sua cristalização. É uma forma de cidadania activa em prol da cultura de um país.
(AE) - Mesmo assim a poesia lê-se pouco. Porque será?
(SP) - Porque não há uma educação para a poesia, para a Arte. Muitas pessoas não lêem poesia porque dizem não conseguir decifrar o que o poeta quer dizer, pensam que ler poesia é conseguir decifrar a mensagem do poeta, como se fosse um jogo. Como outra obra de Arte, a poesia procura dialogar connosco, estabelecer uma conversa, seja pela mera contemplação ou pelo debate de conceitos. E isto não é ensinado nas escolas! Curioso é notar, nas tertúlias, por exemplo, pessoas adultas que não gostavam de ler poesia e que, perante o prazer de apreciar o poema transposto para a oralidade, através da leitura e discussão, começam a comprar livros de poesia.
(AE) -Do que li sobre ti houve algo que não consegui deslindar: qual a tua ligação a Moçambique?
(SP) - Essa questão deve estar relacionada com a homenagem que o Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora me fez no ano passado, na Fundação José Saramago, em que fui nomeado Sócio Honorário do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Essa homenagem veio no seguimento do trabalho de divulgação e de valorização da Lusofonia que tenho vindo a fazer com as tertúlias que organizo, onde também já recebi alguns escritores moçambicanos. Moçambique está ligado a mim por ambos integrarmos a Lusofonia, assim como estou ligado a Angola, Brasil, Timor ou Cabo Verde. Temos laços culturais que nos ligam, entre os quais se impõe a Língua que temos em comum.
Drabble
Gostava do teatro diário que era o desfile das suas muitas máscaras em frente ao espelho. Colocava a de Barbie, a de Lolita, a de Bruxa. A de Advogada, era a que costumava usar no trabalho. Havia a de fada-do-lar usada em casa. As do fim-de-semana eram as suas favoritas. Olhou com um sorriso de boas recordações para a de Sadomasoquista que havia vestido havia dois dias.
Por fim escolhia a cabeleira postiça. Dava duas ou três voltas sobre si mesma, calçava os sapatos de salto e lá ia ela, rua abaixo, apanhar um táxi para o Carnaval da vida.
Assuntos de Escrita - Entrevista com Sofia Teixeira
Sofia Teixeira é a autora do blog Morrighan e aceitou gentilmente ser entrevistada para a nossa rubrica, Assuntos de Escrita.Assuntos de Escrita (AE) - No aniversário do teu blog resolveste realizar um evento. Como te surgiu essa ideia?Sofia Teixeira (ST) - A ideia de realizar um evento já vem de há muito tempo, o aniversário acabou apenas por ser a desculpa perfeita para o tornar numa realidade. Tenho em mente que apesar de ter pensado nisto várias vezes ao longo do último ano, a derradeira vontade que acabou por provocar o início da organização do evento tem origem no evento Não há feira, mas há escritores, realizado no Porto por causa da não realização da Feira do Livro do Porto. Fiz questão de fazer 300km, de estar presente e de contribuir com um texto para essa iniciativa. Quando cheguei à Avenida dos Aliados e vi todos aqueles autores unidos pela Literatura Nacional e pela cidade do Porto, algo em mim ficou igualmente agitado e disse para mim mesma que um dia iria ter um evento com autores portugueses em tom de agradecimento por tudo o que têm feito pela literatura nacional e também, aqueles que me são mais próximos, pelo blog Morrighan. Como desde Junho várias outras áreas foram sendo exploradas no blogue, principalmente no que toca à Música, acabei por ter a enorme vontade de conjugar estes elementos da cultura nacional num só espaço. Algo que reflectisse a filosofia do blogue desde o seu início, ou seja, a divulgação de autores e músico portugueses.
AE - Tenho uma vaga ideia que os bloggers portugueses não costumam realizar eventos. Conheces mais exemplos como o teu?
ST - Não, não tenho. Pelo menos exemplos de bloggers cuja actividade é apenas um hobbie e totalmente não lucrativa como é o caso do Morrighan. Se alguém for exemplo disto e estiver a ler esta entrevista, por favor acuse-se e conte-nos a sua iniciativa!
AE - Que achas que se pode fazer para reverter a situação?
ST - Não sei se é algo que se deva reverter à força. Cada um tem que sentir que está preparado para sair de trás do ecrã e dar a cara pelo que faz. É preciso uma boa dose de coragem para nos expormos e ao nosso trabalho perante dezenas ou centenas de leitores. Sem dúvida que fazem faltas iniciativas de bloggers, até porque acho que muitas vezes são subvalorizados, mas antes de se dar o passo de organizar algo é necessário definir-se um objectivo, uma contribuição com esse evento. Eu quis, desta vez dando o peito às balas, reforçar a importância da cultura nacional, das redes sociais na sua divulgação e acima de tudo que é possível ir mais longe quando se gosta do que se faz. Trabalho a organizar um evento, vai dar sempre, mas acreditem que compensa. É terem ideias, colocá-las em prática e dar-lhes forma, vão adorar! Se precisarem de alguma coisa nesse sentido, estou sempre disponível para ajudar.
AE - Como foi a organização do evento?
ST - Um pesadelo! Estou a brincar... Foi uma experiência diferente, que deu muito trabalho, que me ocupou mais tempo do que tinha julgado que ia ocupar e que me deixou o sistema nervoso num caos. Foi preciso contactar parceiros, reunir com entidades, andar de um lado para o outro para ter tudo pronto e à imagem do que tinha imaginado. Desde o departamento de Cultura da FNAC para patrocinar os prémios dos vencedores do Concurso Thriller Fantástico, à Bertrand Livreiros para ter uma banca de venda de livros dos autores portugueses presentes, à Fábrica do Pão para ter uns miminhos no final do evento, etc. etc., todo este processo foi moroso, mas como comecei a organizar com quatro meses de antecedência, acabou por correr tudo bem. Afinal tivemos autores, músicos, participantes do concurso, livros, doces, salgados, café, chocolates e uma excelente disposição. Que mais poderia eu querer? Valeu tudo a pena. Sei que já agradeci mil vezes, mas agradeço mais uma a todas as pessoas que estiveram comigo nesse dia e que tanto me ajudaram e me transmitiram confiança.
AE - Houve muitas participações no evento?
ST - Houve as participações certas. Para mim não era tanto o número em si que importava, mas sim o que as pessoas que compareceram procuravam e acabaram por encontrar no evento. Ao todo estiveram presentes à volta de 70 pessoas, mais coisa menos coisa. Tinham-me dito que a lotação era de 80 pessoas e limitei as inscrições a esse número, mas afinal dava para 120 e acabei por ficar um bocado na dúvida se poderiam ter ido mais. Sei que houve pessoas que não foram porque só podiam confirmar no próprio dia e como eu tinha anunciado no dia antes que só faltavam 10 vagas, acabaram por não ir. Outras cancelaram na véspera por várias razões e outras apareceram de surpresa. O que é certo é que quem foi, foi impecável e aqueceu-me o coração ver tantos autores que admiro presentes e ainda ter os Les Crazy Coconuts directos de Leiria a representarem a música de forma única. Por mim. Pelo blogue. Pela literatura e cultura nacionais. Foi muito gratificante.
AE - O teu blog é muito mais que um blog que divulga livros. Que conselhos poderias dar a alguém que quisesse agora começar a fazer um blog literário?ST - Essa é uma pergunta curiosa. Eu faço o que faço porque tenho uma paixão enorme pelos livros, pela música, pela cultura no geral. Penso que o ingrediente fundamental para algo dar certo é a motivação, o gosto que se tem pelo que se faz. No caso específico de um blogue literário, o que posso desejar é que haja um interesse genuíno em divulgar obras, não só internacionais como nacionais. Que valorizem também os nossos autores, que não fiquem apenas pela leitura, mas que partam à procura da interacção com quem escreve, que experimentem, nem que seja uma única vez, ser um agente em campo e descobrirem um autor ou uma obra que se calhar poucos conhecem, mas que é excelente e ajudar a que essa obra seja percepcionada por ainda mais pessoas. Que sejam honestos consigo mesmo e com quem os lê, mas acima de tudo que se divirtam a fazê-lo.
AE - Já tens tido dissabores?
ST - Fizeram-me essa pergunta no evento e a resposta mantém-se. Claro que sim. Acima de tudo porque somos todos humanos e a certa altura há algo que inevitavelmente corre menos bem. O importante é aprender com esses dissabores, saber lidar com isso e aceitar que existirão sempre obstáculos, seja de que parte for. No fundo é isso que também dá aquele entusiasmo extra - sermos capazes de nos ultrapassar, de crescermos e ficarmos mais fortes.
Já disponível novo album de Tiago Videira, "Toy Portugal"
Não vos poderia deixar de dar esta notícia. O Tiago Videira é meu amigo e tem-me deixado utilizar as suas músicas nas minhas apresentações de "Contos Breves". No booktrailer do meu livro utilizei também a sua música.
"Toy Portugal" está disponível na Amazon.
Deixo-vos abaixo o Press Release:
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Tiago Videira releases new LP 'Toy Portugal'
SUMMARY:
The European composer known as Tiago Videira has released his new LP album, titled, “Toy Portugal.”
PRESS RELEASE:
FOR IMMEDIATE RELEASE –
The European composer known as Tiago Videira has released his new LP album, titled, “Toy Portugal.” The record is comprised of 15 original tracks for an approximate total listening time of 50 minutes. A vivid, endlessly creative and remarkable record, “Toy Portugal” is a classical music album unlike any that has come before it.
“Toy Portugal” is music largely composed for and performed on an actual child's piano – a toy piano –
though it does not represent the only instrumentation on the record. The sound is part harpsichord, part music box, and through it many of Videira's compositions inspire images of dreams, fantasies, circuses and makeshift playgrounds amid the bustling, winding streets of Portugal.
“Toy Portugal is a soundtrack of my past.,” writes the musician. “All these pieces are highly evocative and programmatic and they are associated with sounds, places, people and memories of my childhood in Portugal. In a certain way I’m re-living my own history and using a toy piano as my voice, to create my own folklore.”
That the album is a work of great character strikes the hearer instantly. That it is the lovingly constructed art of a genius also becomes plain in short order.
“This set of pieces was a very personal project that lasted from 2010 to the end of 2013,” Videira continues, “and it was all conceived by myself. I conceived all the pieces and arrangements, I’ve interviewed and recorded the persons telling the stories, I performed, mixed and mastered all the materials.”
“Toy Portugal” has been concurrently released with a songbook, also, which supplies fellow players with sheet music. In addition to piano, Tiago Videira has been playing guitar and flutes since the age of 15. The toy piano, which is (severely) limited to two octaves and physically fragile beneath the hands of an adult, is a recent addition to his talents.
Videira writes of his goals with “Toy Portugal:” “I hope I have achieved a very enjoyable repertoire, suited for the international market, with an 'exotic and ethnic' flavor and at the same time amusing and fun to play. I invite also the listeners to buy the musical score and try to play it. It’s also an invitation for them to see the toy piano as a musical resource and as a serious instrument.”
“Toy Portugal” is available for listening and as sheet music online worldwide. Get in early.
-S. McCauley
Lead Press Release Writer
MondoTunes
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