Apresentação do livro "27 acrobacias sobre (quase) a mesma coisa"


Este livro foi resultado de um projecto relacionado com a Igualdade de Género promovido pela Esdime - Agência para o Desenvolvimento Local no Alentejo Sudoeste.

Convidaram-me a participar neste obra, em conjunto com outros autores e com ilustradores. Fiquei muito feliz pelo convite, mas não precisei de escrever um conto propositadamente para aqui. Na verdade, eu tinha um conto escrito em 2011 que se adequava perfeitamente a esta temática, e que estava na gaveta à espera de uma oportunidade.

O meu texto é O Livro de Cassandra, texto com inspirações bíblicas e Homéricas. Como ilustradora tive novamente a oportunidade de trabalhar com a Claudia Banza.

O resultado final é um livro cheio de diferentes histórias, diferentes perspectivas e ilustrações muito bonitas.



"Um toque de..." Ana C. Nunes


Um toque de ...
Para já só está na Smashwords, mas brevemente também na Amazon, Kobo, iTunes, e outros.
Qualquer pessoa pode fazer o download do ebook e pode escolher se quer pagar (e quanto quer pagar) por ele, ou se o quer levar de graça. Estejam à vontade para experimentar gratuitamente e, depois, se gostarem, então fazerem, um pequeno donativo (0,50€ ou 1€ ou 5€, ou o que acharem justo).
Sempre quis experimentar este método de “cada um paga o que acha justo”.
Não se esqueçam de deixar as vossas opiniões, que são sempre bem-vindas!
Sinopse: O amor está presente em todo o tipo de gestos e acções.
No cuidado com que se evita tocar um assunto sensível; Na forma como se fica a ver o outro dormir; Numa coversa à beira mar; Num post-it colorido; Num lugar vazio no restaurante; Numas mãos entrelaçadas ao som das ondas; Num jantar fracassado; Numa noite solitária; Numa negação.
Mas nem sempre o amor resulta em felicidade …

Apresentação de "Sudoeste" e outras obras da Coolbooks

Na passada quinta-feira, ao final da tarde, teve lugar, no Instituto Camões, em Lisboa, a apresentação do meu ebook Sudoeste assim como de outras obras da Coolbooks.

Foi um momento muito interessante e muito agradável. Fiquei muito feliz de encontrar por ali casas conhecidas, de finalmente conhecer em pessoa a Carla M. Soares, e sorte a minha, também o Paulo M. Morais que esteve presente! Também foi bom conhecer os editores (simpatissíssimos), o pessoal da Porto Editora, conhecer outros autores, encetar contactos (afinal faz parte).

Deixo aqui algumas fotos, que não foram minhas, mas que estão disponíveis no facebook. Links nas legendas!
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Exílios

Exílios é um conjunto de textos que me tinha prometido a mim mesma que ia disponibilizar antes do verão de 2014. O verão é já amanhã e o texto está na Smashwords!

Sinopse: Exílios é um conjunto de pequenos textos escritos no período a seguir ao término dos meus estudos no Ensino Superior. Retratam os sentimentos vividos por mim na altura.
A publicação destes textos tão pessoais tornou-se imperativo uma vez que há cada vez mais jovens a viver situações semelhantes. Infelizmente estes textos continuam actuais.

Disponível na Smashwords 

Goodreads

Não, hoje não consigo.

Mais despedimentos. Todos os dias há despedimentos neste país (e com certeza em países quase semelhantes a estes). Hoje os despedidos foram jornalistas, pessoas que se esforçavam por nos informar. As notícias serão mais pobres a partir de hoje, mas parece que isso não interessa muito. Afinal os jornais são um negócio. Afinal tudo é um negócio. Talvez amanhã a primeira página seja o novo corte de cabelo de uma coqueluche futebolística. E da Grécia, que já não sabíamos de nada, agora ainda menos saberemos.
Lembro-me tão bem de um suplemento de um jornal, naquela altura já reduzido a uma página, ter sido reduzida a meia. Para a publicidade, para o dinheiro. Porque o jornal precisava de dinheiro, naqueles primeiros tempos da selvajaria. Porque meia página para jovens era mais do que bastante.
Esses jovens hoje têm a minha idade, trintas. E o jornal cortou, aos poucos, a nossa razão de escolha para que, emocionalmente, ele fosse sempre o nosso número um. Pensaram alguma vez que teríamos trinta, quarenta, que seríamos compradores de jornais? Talvez não... Na altura éramos só uns miúdos.
E para os miúdos de hoje não há nada. Mas eles terão trinta, quarenta, que muito provavelmente serão feitos noutra latitude.
Hoje foram os jornalistas, ontem foram agricultores, professores. Amanhã talvez sejam os médicos e os padeiros. Os jornalistas não tocam mais nos corações que os outros. Mas afinal fala-se deles porque são eles que fazem as notícias. Ninguém toca mais no coração que os nossos: e estes jornalistas serão pais, filhos, irmãos...
Estou a ler o livro de Naomi Klein, e talvez por isso tudo me assuste mais, me agudize mais. Mas o que assusta mesmo é pensar que estes empregos nunca serão recuperados. Estes jornalistas, muitos já não serão novos, sairão do país. Alguns terão lugar no estrangeiro. Outros não.
E no meio de tudo isto não se encontra uma notícia sobre as pensões dos gregos que não seja em blogs de teorias da conspiração. Ou em grego, mas de grego moderno eu não percebo nada.
E nós não fazemos nada? Quanto a estes talvez já não possamos fazer nada. Mas, e os outros? Os desempregados do futuro, pelos quais podemos ainda fazer alguma coisa?
E continuaremos sem exigir uma informação decente, preferindo a distracção do próximo jogo de futebol?
Posso eu ir para casa e me dedicar a uma leitura guilty pleasure? Posso ir escrever e pegar no meu conto de raparigas, escritoras e suicídios? Não, hoje não consigo.