27 acrobacias sobre (quase) a mesma coisa


27 acrobacias sobre (quase) a mesma coisa é uma colectânea onde participo.

A temática é a Igualdade de Género (aliás, a colectânea insere-se num projecto dentro do tema). Tive a oportunidade de trabalhar com amigos assim como com alguns nomes que já conhecia e de quem já tinha lido textos.

O meu texto é "O Livro de Cassandra", algo de inspiração bíblica. Tinha-o feito como experiência, gostei do resultado e depois veio a mostrar-se muito adequado para este projecto.
A ilustração do meu conto ficou à responsabilidade da Claudia Banza, com que já tinha trabalhado em Contos Breves.

Apresentação de "Sudoeste" na Biblioteca Municipal Aljustrel



Simples e rápida, como se pede a quem anda há pouco tempo nisto, a quem não temeu os ebooks mas ainda os sente muito leves na mão.

Assuntos de Escrita - Pedro Cipriano

Pedro Cipriano é autor de Caderno Vermelho e blogger aquiAceitou gentilmente ser entrevistado para a nossa rubrica, Assuntos de Escrita.


Como se enquadra “Caderno Vermelho” no conjunto dos textos que já publicaste?

Eu questionei-me e continuo a questionar-me a mesma coisa. A primeira vista não parece haver muita relação, já que eu tenho publicados essencialmente contos de ficção especulativa. Num segundo olhar, consigo ver um padrão, já que as mensagens que tenho transmitir são coerentes entre os vários trabalhos.  Se eu tivesse de enquadrar este livro e juntá-lo a um grupo de textos, iria fazer um grupo com os ensaios. Aparentemente não há relação entre a poesia e o ensaio, à excepção da temática. Acabo por me focar bastante na condição humana, porque gosto que o que escreva ajude a mudar a sociedade para melhor.

Podes de algum modo falar da relação do teu livro com a situação contemporânea de Portugal? Ou isso é só mesmo para os “iniciados” que o leram?

O Caderno Vermelho está intimamente ligado à situação actual do mundo inteiro, Portugal não é nem um dos melhores países nem um dos piores. Digamos que temos os nossos pontos fortes e aqueles em que não estamos tão bem. Desde o sistema político desde aos nossos afectos, há muito que pode ser mudado e este livro é um encorajamento para que isso aconteça. Não desejo que o livro seja uma meta em si mesmo, porque o caminho para a perfeição é infinito.

Tenho em conta que trabalhas na área da física de partículas, como é que isso se relaciona com a escrita?

Eu tento separar a física de partículas da escrita: a primeira é emprego e a segunda é lazer. Sempre tentei criar compartimentos estanque tanto mentais, como espaciais e temporais entre as duas actividades. Não nego que uma das actividades não acabe por influenciar a outra. Um dos exemplos é nos contos pertencentes à Era Dourada, um ebook que publiquei em 2013, em que muitas das personagens principais são cientistas e até mesmo a própria temática acaba por entrar muito no domínio cientifico.

Podes revelar alguma coisa sobre projectos futuros?

De momento estou a rever um romance de aprendizagem de nome “A Menina dos Doces”. A vida académica reserva muitas surpresas a Mariana. Entre as novas amigas e um possível namorado, a maior reviravolta é a existência de uma falecida prima, chamada Liliana, cuja memória foi ostracizada pela família. À medida que os pais se escondem em mentiras e abusos de autoridade, Mariana vai conhecendo Liliana através das cartas e do diário que ela deixou.
Foi um livro que escrevi durante o Nanowrimo de 2012. É um manuscrito que trato com algum carinho, já que algumas das situações descritas aconteceram pessoas que me são próximas e acontecem todos os dias a pessoas que vós rodeiam sem quem a maioria dê de conta. Aborda temas como a negligência parental, sexualidade, morte e pressão de grupos.

FACES DE MARISA...: "SUDOESTE", DE OLINDA P GIL

FACES DE MARISA...: "SUDOESTE", DE OLINDA P GIL: Foi num fininho que li o "Sudoeste", de Olinda P. Gil, um livro de contos português que adquiri em formato aqui e adorei. digital...







Acordar ao domingo e ter esta surpresa é sinal de um bom final de fim-de-semana! Passem por lá, vejam a opinião e visitem o blog, que vale a pena!

Leitores: Joana Cardoso




Para a nossa rubrica do blog, leitores, convidámos a blogger, Joana Cardoso para responder às nossas perguntas. A Joana mostra as suas leituras no blog Leitora de Fim-de-Semana.

Que sentimentos procuras que um livro te deixe? 
Na maior parte das vezes procuro que um livro me deixe sentimentos de nostalgia, pretendo que ele me faça sentir completamente arrebatada e incapacitada de qualquer tipo de acção até conseguir chegar ao fim da narrativa. No entanto há determinados tipos de livros que procuro com a intenção de que me façam sentir simplesmente aconchegada, que me deixem com um sentimento de "so cuteee". Acho que os sentimentos que pretendo que um livro me deixe depende muito do meu estado de espírito.

A leitura, para ti, é uma companhia, um escape, uma busca pelo mundo sem sair de casa ou tudo isto? 
Tudo isso e muito mais, é um perder-me em mim mesma e nos personagens que me rodeiam. É um escape da realidade para inúmeros mundos que muitas vezes nos demonstram situações piores ou melhores, fazendo-me sentir que há sempre esperança que as coisas melhorem ou que me aperceba que as coisas não são tão más como parecem. É uma companhia nos momentos difíceis e nos menos difíceis, nos momentos de alegria ou de tristeza, pois na leitura sentimo-nos sempre compreendidos e conseguimos ver como os nossos heróis iriam lidar com as mesmas situações.

Quando fores velhinho/a e já não vires bem as letras o que vais fazer à tua vida de leitor/a? 

Nada. Vou continuar a ler como sempre. Os e-readers vêm com opção de letra gigante, e as lupas ainda servem para aumentar. Depois só tenho que arranjar uma bolasinha catita para os apetrechos .

Leitores: Silvana Martins



Para a nossa rubrica do blog, leitores, convidámos a blogger Silvana Martins para responder às nossas perguntas. A Silvana mostra as suas leituras no blog Por Detrás das Palavras.

Que sentimentos procuras que um livro te deixe?
Depende do meu estado de espírito! Em geral gosto que um livro consiga nos provocar alegria, tristeza, raiva, amor, saudade, magia… Eu gosto de encontrar diversos sentimentos nos livros, porque todos eles fazem parte de nós e a presença deles nos livros tornam-nos mais reais, conseguem uma maior proximidade ao leitor. Quando me deparo com um livro que nos mostre diversos sentimentos consigo criar uma maior ligação com o livro e com as personagens, assim como ele permanece durante muito mais tempo na minha memória.

A leitura, para ti, é uma companhia, um escape, uma busca pelo mundo sem sair de casa ou tudo isto?
É um conjunto de todas essas coisas… É uma verdadeira companhia! Daquelas que nunca nos aborrecem nem deixam da mão, uma companhia silenciosa e ao mesmo tempo cheia de barulhos interiores. Desde pequena que os livros são os meus grandes companheiros. Como passava muito tempo sozinha, os livros tornaram-se uns amigos fiéis. É igualmente um escape, porque quando estou aborrecida ou triste consigo abstrair-me dos meus problemas entrando num mundo criado por outras pessoas, com outros problemas, com outras vivências, com outras experiências… É também um mundo sem sair de casa, uma vez que me permite conhecer outros locais e outras pessoas.

Em conclusão, a leitura e os livros dão-me tanto que por vezes é difícil colocar por palavras aquilo eles que representam para mim… Fazem parte de mim…

Quando fores velhinho/a e já não vires bem as letras o que vais fazer à tua vida de leitor/a?
Isso é algo que me assusta verdadeiramente… Do lado paterno da minha família, há historial clínico de cegueira e isso deixa-me com medo, até porque muitas das coisas que adoro fazer dependem da visão… Espero que nunca venha a acontecer, mas caso acontece gostaria que lessem para mim e claro, recorrer aos audiobooks. Nunca experienciei nenhuma das opções anteriores, porque simplesmente gosto de ser só eu e o livro, uma espécie de relação pessoal que se estabelece, por isso nunca ninguém leu para mim. No que respeita aos audiobooks talvez venha a experimentar, assim que surja a oportunidade, só para ver como me adapto a esta nova forma de me cruzar com um novo mundo dos livros.