Sudoeste é publicado em papel

A grande novidade do mês é que a minha obra, Sudoeste, foi publicada em papel pela Coolbooks (Porto Editora).
O livro só estará disponível para venda na wook, no link seguinte: https://www.wook.pt/livro/sudoeste-olinda-p-gil/18350834


Os meus contos no Só Ler não Basta




Entre os minutos 16:43 e 18:42 a Carla, leitora do canal do youtube Só Ler Não Basta (moderadora do grupo do Goodreads com o mesmo nome), fala sobre os meus contos "Teatrices" e "Vila de Cobres", ambos disponíveis na Smashwords.

InComunidade - Julho 2016

Mais uma vez tive a oportunidade de poder colaborar na revista online InComunidade, num número bastante interessante, como aliás, sempre esta publicação se costuma apresentar.

Participei com as pequenas narrativas: Grãos de memória, Sem sonhos, A árvore, O batedor, A rainha das mulheres selvagens, Tens tempo para isso? e 25 de Abril.

"Processo criativo" - post convidado

"O processo criativo da escrita nem sempre é algo feliz, apesar de dar satisfação. Muitas das vezes há ansiedade por escrever, aflição por passar uma mensagem, gritar. Isso acontece quando as ideias aparecem "de explosão", a chamada inspiração: que nem sempre é tão inspirada quanto isso. Porque dessa explosão pode até nem sair nenhum texto bom."

Excerto de texto meu que publiquei no blog da Cristina Figueira, a seu pedido.
Obrigada pela oportunidade!

Podem ler mais se seguirem este link.

Qual foi a pior coisa que te aconteceu numa biblioteca? Recusarem-me o empréstimo de um livro

Eu andava no 1º ano, e a minha escola primária tinha na altura uma pequena biblioteca escolar (hoje muito maior, felizmente). Sempre gostei muito de livros, e aprendi precocemente a ler. Apesar da abundância de livros que sempre houve na minha casa, nunca me deixava de sentir entusiasmada e curiosa perante livros. E nesse dia fiquei muito contente de ir à biblioteca escolar, decidida a levar para casa um livro. Um tema que sempre me fascinou foi a astronomia. Encontrei na estante da biblioteca uma enciclopédia infantil sobre estrelas e planetas, e decidi que aquele era o livro que eu queria levar.
Quando chegou a altura de efectuar a requisição, a rapariga que a estava a fazer disse que eu não podia levar aquele livro porque não era para a minha idade. Sugeriu-me então que levasse um livro daqueles cuja ilustração preenche toda a folha, com apenas uma linha de escrita, de leitura muito elementar, no fundo da página. Para mim aquilo era um livro para bebés. Recusei-me a levar um daqueles, e insisti em levar o que tinha escolhido. A rapariga voltou a negar-me a requisição.
E eu decidi não levar livro nenhum.

Álbum de Fotografias

Folheava um antigo álbum de fotografias como se observasse algo alheio a mim. Não senti qualquer ligação com as pessoas e lugares que ali estavam representados, nem mesmo com a minha figura bela e jovem.
Já não sabia de muitas das pessoas ali fotografadas. De outras, preferia nem ouvir falar. Já não era tão amiga de umas, como antes era. Outras, que raras vezes apareciam, tornaram-se hoje mais importantes.
Há momentos que só os recordo graças às fotografias. Jamais faria certas coisas, que preferia que não ficassem ali representadas. Podia destruí-las, mas continuariam a existir nos álbuns de outras pessoas, feitas fantasmas reveladores do passado.
Aquele sorriso já não é o meu, muito menos a razão pela qual sorrio: hoje são outras coisas que me fazem feliz.
Só os lugares gosto de recordar, gosto de ostentar onde estive. Os lugares são eternos e a sua beleza também. As pessoas, pelo contrário, mudam…