Opinião de "Sudoeste" em blog de Algo

Veja aqui.

"Não é um livro, são três.

São três contos num mesmo "cenário", que se torna quase personagem nas histórias. Cada conto trata a vida de uma mulher diferente, com a qual facilmente simpatizamos e nos identificamos.

O facto das histórias se passarem num mesmo local, faz-me pensar numa questão que me ponho muitas vezes em alguns locais: Que outras vidas este sítio testemunhou? Quantas vidas, segredos e emoções escondem a terra que pisamos?

Não é o melhor livro que li, não é. Mas levou-me a pensar muito para além daquilo que está realmente escrito, por isso, valeu muito a pena tê-lo escolhido, e se a qualidade de um livro fosse avaliada pelo preço que custa, este valeria muito mais do que 1,80 que custou (ebook e em promoção)."

Minha opinião de "Ponto Zero" de Rita Inzaghi

A partir de uma situação inesperada: um prémio de euromilhões, dois irmãos decidem partir para Santiago de Compostela para um Gap Year. A partir daqui é o que nos diz a sinopse: encontros e desencontros, muita música e droga à mistura. O que a sinopse não nos diz é a forma como a autora encontra para nos mostrar isso. E se o livro se assume como grunge, eu diria que se assemelha com a tendência americana de literatura punk.
Pode parecer-nos que estamos perante um retrato de uma juventude inconsequente, mas, para mim, estamos perante um realismo que por vezes até dói, porque estas personagens não deixam de ser inocentes, esperançosas e apaixonadas. E digamos a verdade: a nossa realidade é a preto e branco ou é cinzenta (ponteada de muitas cores?).

"Sudoeste": opinião e vídeo de Rita Inzaghi

Veja o vídeo no facebook.

Opinião editada na página da Coolbooks.

Quando morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto do mar. Sophia de Mello Breyner Andresen. 

Não foi à beira-mar que li o Sudoeste da Olinda P. Gil. No entanto, foi a voz do mar que me levou de Oeiras à mesma casa, à mesma quinta, à mesma praia, à mesma falésia das personagens centrais dos três pequenos contos que compõem este livro. Percorri este Sudoeste no tempo de um banho de mar e saí de lá a tremer de frio, mas revigorada. Porque nesse espelho de água vi o reflexo do meu amor mais puro e ingénuo, da nostalgia dos encontros amorosos que não vivi, da coragem de assumir que no amor, como na vida, o está certo é aquilo que queremos, e não um ideal que buscamos ou das escolhas que esperam que façamos.

Um escrita despretensiosa e despojada cuja simplicidade contrasta com a de estórias complexas, porque amar é difícil - e não só na acepção romântica do verbo. Estórias com as quais, enquanto amantes, pais, irmãos ou filhos, encontramos facilmente uma identificação. Na rebeldia e revolta de Ema. Na culpa e impotência de Psyché. No chamamento do mundo do solitário de rosto trigueiro sentado na areia, abraçado aos joelhos (O Mar e as suas Brumas), no chamamento de Eros (Eros e Psyché), ou no de Dulce (Aniversário).

Saio da água e abraço-me a este excerto com que me identifiquei particularmente, mais uma vez porque espelha a minha forma de viver a paixão... no limite: «A meta terminava no caminho da falésia. Por isso, pensei, ao me apaixonar, que já não havia mais para onde ir, como se os caminhos terminassem quando o nosso desejo é perdermo-nos.»

Parabéns, Olinda Pina Gil! Estava bandeira vermelha, mas mergulhei na mesma. E fez-me bem. É esse também o poder dos livros. Obrigada.

Momento Coolbooks na Feira do Livro

(no passado mês de junho)

Dia 16 de junho tive a oportunidade de falar sobre os meus livros "Sudoeste" e "Sobreviventes" na Feira do Livro de Lisboa, durante o segundo Momento Coolbooks promovido pela editora.

cortesia de Ana Nunes
Cortesia de Patrícia Morais

E-books lidos [Blogue FLAMES]







Algures no meio fala-se dos meus livrinhos!

Entrevista no blog FLAMES

Hoje foi dia de sair mais uma entrevista, desta vez no blog FLAMES. Passem por lá e leiam!

Eu quero viver em Portugal

"Eu quero viver em Portugal" é o meu mais recente texto publicado no InComunidade.  Sigam o link!


"Ouvi falar de um país, Portugal, e gostava de lá viver. Nesse país as pessoas entram às 10h00 no trabalho, às 10h30 fazem uma pausa, ao 12h00 vão almoçar e demoram duas a três horas no almoço. Nesse país as noites são amenas e é por isso que as pessoas não se importam de trabalhar até tarde. Nesse país há uma intervenção do FMI mas as pessoas continuam a cometer excessos e a viajar. Nesse país houve uma revolução há quarenta anos e a população vive com direitos adquiridos desde aquela época."