Entrevista no blog FLAMES

Hoje foi dia de sair mais uma entrevista, desta vez no blog FLAMES. Passem por lá e leiam!

Eu quero viver em Portugal

"Eu quero viver em Portugal" é o meu mais recente texto publicado no InComunidade.  Sigam o link!


"Ouvi falar de um país, Portugal, e gostava de lá viver. Nesse país as pessoas entram às 10h00 no trabalho, às 10h30 fazem uma pausa, ao 12h00 vão almoçar e demoram duas a três horas no almoço. Nesse país as noites são amenas e é por isso que as pessoas não se importam de trabalhar até tarde. Nesse país há uma intervenção do FMI mas as pessoas continuam a cometer excessos e a viajar. Nesse país houve uma revolução há quarenta anos e a população vive com direitos adquiridos desde aquela época."

Opinião de "Sudoeste" no "Sofá dos Livros"

E já chegou a primeira opinião de "Sudoeste" (daqui)


«Eu já conheço o trabalho da Olinda Gil e já tive o prazer de participar com ela em antologias e gosto bastante do trabalho dela.

"Sudoeste" é uma aposta da recente editora Coolbooks da chancela Porto Editora,dedicada exclusivamente a edições digitais que podem ser lidas em qualquer browser online ou em modo offline.

Este livro conta-nos  histórias de mulheres sofridas e vidas complexas de um ponto de vista mais interno, mostrando   o seu conflito interno e os zeus sentimentos.  Cada uma das mulheres em causa tem as suas fragilidades e as suas personalidades são moldadas em função dos acontecimentos e do que passaram.

Li todo o livro sem o conseguir pousar e apaixonei-me por cada uma delas e queria saber o que lhes ia acontecer de seguida. A segunda história impressionou-me bastante e tentar entender o percurso daquela mãe,Psiché, e o que motivou a sua decisão final. Neste conto também temos o ponto de vista masculino e como ele se motivam a avançar ou estacar. No geral os outros co contos transmitem esperança e harmonia.
Um excelente livro acerca das relações humanas e acerca da vida.»

Recortes de Imprensa - Contos Breves


Entrevista

A Silvana Martins, do blog Por detrás das palavras realizou uma entrevista comigo, para a sua rubrica Por detrás do autor. Foi a minha primeira entrevista! Vejam aqui.

A declamar um poema meu

Qual o lugar imaginário de eleição de literatura mundial? E da literatura portuguesa?

Não poucas vezes certas temáticas em publicações ligadas à literatura impelem-me à escrita. Ultimamente tem-me acontecido com a revista Granta. Hoje tem a ver com o Jornal de Letras.

Antes do lugar imaginário da literatura medieval começo por mostrar, desde logo, aquele que é para mim o lugar imaginário de eleição da Literatura Portuguesa. Creio que há um poema sobre esse lugar, de Sophia, mas é Manuel Alegre que o recupera quando fala da poeta. Não falo deste lugar para ficar bem entre quem, e muito menos para chamar a atenção da autora, que aos átomos já regressou. Quem me conhece sabe como Sophia me toca. Ao mar de Sophia junto o meu, a apenas 80km de onde pouso, 60 se pudesse voar. Sophia conheceu o meu mar, e como entidade do mundo das fadas encontrou uma estrada que só aqueles a quem a imaginação, com uma pitada de mar, domina a podem encontrar. É uma estrada que percorre as falésias da Costa Vicentina. Quando eu era pequena os meus pais queriam fazer-me crer que essa estrada não existia, apesar de muitas das minhas histórias residirem por lá. Soube que afinal essa estrada era real, com Sophia. Quero ir lá um destes dias, para saber como ficou depois da tempestade Hércules. Sim, porque esta estrada não tem direito a aparecer na comunicação social, mas eu sei, porque sinto, que esteve alagada com o Adamastor sentado na sua margem.

Quanto à literatura mundial há um lugar, que também é lugar da minha infância.E "Fantasia" da História Interminável de Michael Ende. Não falo desse lugar por ser fantástico (nada tenho contra ou a favor disso) mas por ser um lugar cuja vida é necessitada de memória. Sem memória aquele lugar está condenado a desaparecer. Sem a memória que está nos livros, que nos fala dos lugares imaginados ou de situações imaginadas em lugares reais. Da memória que está nos livros de História, apesar de sabermos que dos vencedores só eles falam. Da memória de quando éramos em crianças, em adolescentes, quando tínhamos 20 anos. Porque por vezes esquecemos a força que nos era iminente nessas idades e maltratamo-la chamando-a de ignorância. E, parece que não, ao fazê-lo esquecemos também os velhos. Os nossos avós, que sabiam fazer papas como niguém e contavam lendas que só eles sabiam. Para os nossos avós não fazia nenhum mal sermos crianças e ignorantes, porque só o amor que existia entre nós bastava.

11/01/2014