Autora de Fermentação (2026), "Sobreviventes" (2015), "Sudoeste" (2014) e "Contos Breves" (2013). Começou a escrever na adolescência para o "DNJovem" e desde aí tem colaborado em diversos sites, revistas literárias e coletâneas. Publicou ainda os livros infantis "A menina e o Circo" (2022) e "O Príncipe e o Lobo" (2023)
Destaque
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Nem te vejo a verdade
És belo pelo que penso ver em ti
As tuas verdades são as que contas e eu acredito
Só tenho o que me estás a dar
Só amo o que me deixas amar
Ter as minhas mãos cheias de ti,
Sei que é apenas uma ilusão.
Digo agora que impregnas o meu olhar em tudo
O que vejo e o meu entendimento
Em tudo o que penso e dirão os outros,
Certos que estou apaixonada por ti.
E transformei este poema num poema de amor.
Acabou-se a teoria, a universalidade, a eternidade.
Será mais um poema de amor malfeito.
Mas não é.
Recorrente, retórico, estilístico
Contém a verdade e eu amo-te mesmo!
| imagem daqui: http://www.artflakes.com/en/l/bagdad |
Onde nasceram (palavras)
Onde surgiu o (crime)
De gravar
O pensamento infinito
Morrer
Debaixo do sol
E das lágrimas de fogo
Sob o ódio
A morte das (palavras)
O duplo (crime)
Ver soldados a lutar
Trocar (palavras) por pão
E insultos por amor
| imagem daqui: http://farm4.static.flickr.com/3662/3384805193_a3f43c6328.jpg |
O profeta não cumpre o oráculo;
O poeta não realiza o sonho;
O arquitecto destrói a torre,
As palavras voam sem sentido
Desprendidas de uma tela podre.
Sim, este poema seria
Para ti, que não me ouves,
Homem corrompido,
Apenas a vaguear no mundo
Para existir
Efémero e insano.
Este poema serve em todos
Os falsos profetas e falsos poetas,
Em todos os juízes sem lei,
Em todas as palavras vãs,
Em todos os pianos sem teclas.
Chega de robots que falam
E ideais toldados em música.
| imagem daqui: http://www.vibracoeshumanas.com.br/2011/06/08/segure-se-no-pensamento-que-salva/sun/ |
Da inutilidade de cada passo
E vanitude de cada gesto,
Só me resta sorrir instinto
Ao sol que lhes ilumina.
Poema do chamamento do mundo
![]() |
| imagem daqui: http://mundo-leitor.blogspot.com/2011/06/horizonte.html |
Ou ao olhar da aurora na planície,
Ouvi o mundo chamar por mim?
Uma ânsia à paixão semelhante
De descobrir encruzilhadas sem destino
E procurar o fim do horizonte.
Nascia nas correntes do céu,
Natureza, silêncio, mar e poesia.
Noites quentes perturbadas no sono!
Desejos de liberdade indomável,
Da pobreza dos selvagens seres.
Olhar inconstante e ilimitado.
Participação na revista InComunidade
Deixo-vos aqui mais uma participação na revista InComunidade, com mais uma pequena narrativa e um poema.
Poema e pequeno conto meu na revista InComunidade
Este mês houve novo convite, desta vez da revista InComunidade na qual participei também com muito gosto. Por lá podem ler o meu poema mtDNA Halogroup H1 e o meu pequeno conto Diáspora.
Nanozine #8
Já saíu a Nanozine #8, que conta com o meu poema Publicidade.
Clique aqui para aceder à revista.
Sobre a revista:
Para além de contos, na Nanozine 8 poderão ser lidos artigos sobre cinema pornográfico, Yaoi, BDSM e escrita erótica. Um grande obrigada às bloggers portuguesas que aceitaram o desafio de nos enviarem alguns textos seu sobre as sensações que têem quando lêem erótica.(retirado do site da Nanozine)
Poesia minha a ser publicada
A minha participação na nova colectânea da Pastelaria Studios Editora, desta vez de poesia, já está confirmada. O livro chamar-se-à Poesia Sem Gavetas. A minha participação será feita com os textos seguintes:
Ignorante, eu...
![]() |
| retirado daqui |
Ignorante, eu
por pensar que o nosso amor
não poderia ser outro.
Na verdade,
pensei do nosso amor ser comum,
paz.
No entanto,
o nosso amor se revelaria maior,
com dúvida e sofrimento.
Não me deixando dormir,
erguer,
uma noite.
Inteligência
A inteligência
é uma fronteira do entendimento.
É um gás imprescindível
como o oxigénio.
É uma escolha
entre o que dizer e o que mostrar.
É a condição da infelicidade
e da desilusão.
é uma fronteira do entendimento.
É um gás imprescindível
como o oxigénio.
É uma escolha
entre o que dizer e o que mostrar.
É a condição da infelicidade
e da desilusão.
Sem presente nem futuro
Passam
Anos e paixões
Sonhos
Fica a luta
Passa
A esperança
Alegrias
Fica a dor
Passa
A juventude
Vigor
Fica a sede
Sobra,
Sem se viver
A vida
Poema de amor ao meu país
Amo os grandes poetas e os grandes deuses
Amo os frutos dados pela terra e os que os homens geraram
Amo a terra e o céu
O que o mar nos fez
E o que fizemos dele
Amo cada pedra de um país esquecido
Cada rosto e cada marca
De um povo sem início
A desfazer-se na bruma.
![]() |
| imagem daqui: http://viticodevagamundo.blogspot.com/2011/05/antigone-and-oedipus-antigona-e-edipo.html |
O teu nome é Hamlet.
Eu proscrita, tu assassino.
Com destinos delineados pelo incesto.
Abandonados pelas leis.
Nem dos deuses teremos clemência.
Receberemos até ao fim dos tempos
A culpa dos nossos antepassados.
Séculos e mares nos separam.
Destinos identicamente trágicos.
O meu nome é Antígona.
O teu nome é Hamlet.
Horizonte grande de infinito
| imagem daqui: http://olhares.aeiou.pt/campos_do_alentejo_foto1194948.html |
Em termos de elogio,
Que não cabia aqui.
Mas haverá quem possa
Ser o suficiente grande
Nesta terra enorme?
Engano o teu, igual
Ao meu, no passado
Quando senti aqui não caber.
Nesta terra infinda
De horizontes de serra,
Mar, história e poesia.
Encolho a cada dia.
Renasço um grão das suas praias,
Uma nuvem dos seus céus.
| imagem daqui: http://olhares.aeiou.pt/aguas_vivas_iii_jose_vitor_s_barbosa_foto4843975.html |
A praia deu-me a bênção do vazio
E do frio desconhecidos no verão.
As brumas acariciaram o meu corpo
E taparam as ondas fustigadas que
Tocavam qual orquestra atrás do palco.
A areia e o mar faziam um açúcar
Agridoce para temperar amêijoas em sonhos.
Meus sonhos, ausentes para eu poder descansar.
O Espaço do Tempo
![]() |
| imagem daqui: http://clipatecinformatica.blogspot.com/2011/02/clock-vs-overclock.html |
Vê se demoras!
Aprende a poder demorar.
Demora:
Possui o tempo!
Faz o tempo ser teu.
Alarga:
Afasta-te!
Adquire um espaço teu.
Alarga:
Dá espaço!
Faz uma distância só tua.
Capricha:
Não te podes demorar?
Não te podes afastar?
Então certamente amas!
Cidade
| imagem daqui: http://www.naic.edu/~pfreire/paulo/lisboa.html |
Passos curtos
Gentes
Apressadas
Compassadas
Fugindo da dor de um olhar
Do esboçar de um sorriso
Do contemplar do eu e do outro
Gentes
Tantas
Cheiros e faces
Vozes
Gritos fechados
Olhares presos em montras
E revistas de sonho e vazio
O lugar do dinheiro no bolso
O cinzento
Do pensamento
E do ar
Gentes
Prisão e sufoco
Dedos tentam alcançar
O impossível e o prazer
Coberto e desaparecido
Lisboa
Gaivotas
Só nela
O rio
E a beleza
Ver entardecer a outra margem
As luzes da noite da água
O sol alegre na urbe
Acordar
Olhar e ver
Gentes
Lisboa
Ainda é viva
![]() |
| imagem daqui: http://msj0j0.blogspot.com/2011/01/cry.html |
Choro lágrimas de vento,
Ouço um barulho lento
Que me cerca em redor.
Um cheiro que mais odor;
Que o sinto de morte, dor,
De todo o esforço que tento
Amar!
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